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Saúde

Renúncia massiva de terapeutas e cirurgiões coloca em risco atendimento no Hospital Pediátrico Acosta Ñu

Médicos apresentaram renúncia após reunião com diretor sem acordo sobre aumento salarial

31/08/2026 19:46 2 min lectura 19 visualizações

Médicos do Hospital Pediátrico Acosta Ñu apresentaram renúncia nesta segunda-feira após uma reunião com o diretor do centro de saúde, Héctor Castro, com quem não conseguiram chegar a um acordo diante do pedido de aumento salarial.

"Tivemos uma reunião com o diretor Héctor Castro, que manifestou a preocupação que tem com as renúncias. Houve a oportunidade de que escutasse a posição de todos os especialistas do hospital. Não conseguimos encontrar um ponto de convergência para suspender as medidas de renúncia", explicou à NPY o doutor Diego Gamarra, um dos porta-vozes dos profissionais.

41 de 43 médicos terapeutas já apresentaram sua renúncia e também a totalidade dos cirurgiões, que são cerca de 40.

Gamarra ressaltou que o atendimento às crianças está garantido por 10 dias, que é o que contempla o aviso prévio para os profissionais nomeados e 30 dias para os contratados.

"O atendimento é normal neste momento. A apresentação de renúncias tem um prazo administrativo, que é de 10 dias, e se houver uma vontade política do Governo, seria tempo suficiente para tentar solucionar. Se não encontrarmos uma solução, o Governo terá que dar uma resposta", acrescentou o profissional.

Por sua vez, a doutora Sandra Prantte explicou que os médicos renunciaram a todos os seus vínculos e que durante vários dias aguardaram a resposta do Governo que até o momento não chegou.

Centenas de médicos de hospitais públicos tomaram a decisão de apresentar renúncia, após concluir uma semana de Greve Nacional de Médicos sem conseguir um acordo com o Governo.

Nesse sentido, a doutora Rosanna González, secretária geral do Sindicato Nacional de Médicos (Sinamed), deixou claro que a renúncia do profissional de branco não é uma extorsão.

"Isso não é extorsão, é uma manifestação de insatisfação da categoria médica. O que queremos é que reajam, que deem uma resposta, pela população e também por nós", afirmou.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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