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Saúde

Basilio Bachi sustenta que a medicina é um apostolado ante a greve de médicos

31/08/2026 18:15 3 min lectura 9 visualizações

O presidente do Congresso, Basilio Bachi Núñez, se pronunciou sobre a greve de médicos que começou na semana passada em reivindicação de melhorias na saúde pública e reajuste salarial, sinalizando que a solução não poderá dar-se da noite para o dia.

Embora o legislador tenha apontado o diálogo como mecanismo para abordar a situação, indicou que o problema apresenta um caráter estrutural. Conforme Bachi, o desafio reside em que o orçamento já registra um déficit de 3,2% do PIB e não há recursos disponíveis para responder todas as demandas apresentadas.

Análise da situação laboral em saúde

Bachi apresentou um panorama da profissão médica no Paraguai, sinalizando que atualmente existem aproximadamente 12.000 médicos no sistema de saúde pública. Sublinhou a necessidade de diferenciar entre médicos especialistas, profissionais recém-formados e aqueles que não completaram programas de residência.

Conforme o legislador, o Paraguai conta com aproximadamente 60.000 médicos que se formaram até o momento, considerando tanto universidades públicas quanto privadas, além daqueles que posteriormente se deslocam ao Brasil para revalidar seus títulos.

Limitações orçamentárias e equidade setorial

O presidente do Congresso indicou que não é possível aumentar o salário dos médicos a G. 8 milhões devido à restrição de recursos disponíveis. Bachi também expressou sua posição contrária a incrementar a carga tributária como medida para financiar essas demandas.

Igualmente, Bachi levantou a necessidade de considerar equitativamente outros profissionais do setor saúde. "Nós podemos reivindicar os médicos, também há que reivindicar o pessoal de saúde que não é médico, à enfermeira, à licenciada, ao bioquímico, ao radiologista. Os docentes também estão pedindo", expressou o legislador, sinalizando que múltiplos setores apresentam demandas similares.

Reflexão sobre a natureza da profissão médica

A respeito das renúncias em massa de médicos registradas na segunda-feira, Bachi criticou que essas medidas geram afetação na assistência aos pacientes. O legislador compartilhou sua perspectiva a partir de sua experiência como profissional médico, indicando que durante seu exercício profissional enfrentou maior precariedade com ingressos consideravelmente menores.

Bachi enfatizou que a medicina representa um apostolado e expressou seu ponto de vista sobre a responsabilidade profissional: "Se eu sou médico, é um apostolado. Eu não posso renunciar tendo um paciente pediátrico. Vou deixá-lo sem assistência esse paciente. É integral".

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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