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Saúde

Nakayama retoma projeto que elimina seguro médico de funcionários para redirecionar recursos à Saúde

31/08/2026 16:46 3 min lectura 8 visualizações

Diante da crise de médicos que renunciam massivamente ao terem suas reivindicações ignoradas pelo Estado, o senador Eduardo Nakayama (PLRA) voltou a falar sobre a necessidade de eliminar os seguros médicos para funcionários públicos. O projeto foi apresentado pela oposição em novembro de 2024 e até o momento sequer foi discutido em comissões.

O legislador explicou que o pagamento de seguro médico privado representa um impacto de entre USD 100 milhões e USD 120 milhões para as instituições estatais.

"Isso logicamente gera uma diferença e desigualdade artificial dentro do que são os paraguaios trabalhadores em geral e funcionários públicos em particular, que têm um seguro médico pago pelo Estado", explicou.

Conforme seu critério, os recursos devem ser destinados ao sistema público de saúde e, nesse sentido, questiona o argumento contraditório do Governo de que não há dinheiro para cumprir com as demandas salariais dos médicos e a provisão de insumos para os hospitais.

Nesse sentido, instou a sincerar as contas e descartou que a ideia aponte a sobrecarregar o Instituto de Previsão Social (IPS) com todos os funcionários públicos, principalmente porque o Estado é um dos grandes devedores da previdenciária.

Para Nakayama, os funcionários têm direito de serem atendidos em qualquer sistema público de saúde, assim como faz o resto da população. Mencionou como exemplo o Hospital de Trauma, o Instituto Nacional do Câncer e o Hospital de Clínicas, que são alguns dos centros mais frequentados pela população em geral.

"Por que vamos criar paraguaios de primeira e segunda categoria. Fortaleçamos o sistema público de saúde injetando esse dinheiro nesse sistema público de saúde e não no sistema privado como está sendo feito agora", expressou.

Além disso, questionou que o seguro privado é na verdade um placebo porque não cobre os casos graves e, nesse sentido, indicou que os próprios funcionários públicos estariam de acordo em acessar um sistema público com cobertura total, semelhante ao modelo europeu.

Para que isso ocorra, descreve que deve haver vontade política e qualifica este momento de crise como um ponto de inflexão.

"Isso requer uma conversa ampla com todos os setores, principalmente com o oficialismo. Temos que saber se o oficialismo realmente quer resolver o problema ou quer aumentar impostos, o que é que quer fazer, dinheiro há, está sendo destinado para outra parte, essa é a verdade", manifestou referindo-se aos legisladores de Honor Colorado.

Assim também se referiu à longa greve de médicos e renúncias massivas diante do fracasso das negociações. A esse respeito, instou o presidente Santiago Peña e a ministra de Saúde, María Teresa Barán, a se sentarem para dialogar e desbloquear a crise sanitária.

"O presidente Peña deveria se sentar de forma imediata com a ministra de Saúde e envolver inclusive a gente do IPS. Esta é uma crise grave que está acontecendo, não pode continuar escondendo a cabeça como até agora", questionou.

Além de Nakayama, figuram como projeti­stas Rafael Filizzola (PDP), José Oviedo (Yo Creo), Yolanda Paredes (Cruzada Nacional), Ignacio Iramain (independente) e o colorado Colym Soroka.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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