"Ponha os calças, amigo, e busque uma solução": O clamor de uma paciente oncológica a Peña
Maria Estela Galeano interrompe coletiva de imprensa e exige ação imediata do governo contra crise de medicamentos
"¿Qué les pasa, presidente? ¿Pedro Alliana? ¡Ponete, chamigo, los pantalones y buscá una solución!", expresó ofuscada uma paciente oncológica ao dirigir-se ao presidente da República, Santiago Peña, e citar o vice-presidente Alliana, em reclamo por uma solução imediata ao pedido dos médicos e à crise de escassez de medicamentos que afeta os pacientes.
"Nosotros, los pacientes, nos vamos a morir, ya que estamos muriéndonos sin insumo, sin medicamento. Hoy los pacientes se están encadenando por un derecho. El derecho, hay una ley que nos ampara como pacientes", expressou a mulher chamada María Estela, que se identificou como paciente oncológica.
A mulher esteve presente durante o anúncio de renúncia em massa dos profissionais médicos do Hospital Nacional de Itauguá e invadiu a coletiva de imprensa para expressar sua frustração.
Além disso, expressou que os pacientes choram pelos corredores. "Ore ko ndoikói ore mamógrafo, ndoikói ko ore tomógrafo. ¡La p… madre que le parió! ¡Estamos desesperados, carajo!", manifestou a mulher, ao passo que expressava que os doentes já não sabem o que fazer nem onde pedir auxílio.
Da mesma forma, criticou a postura de Santiago Peña de evadir as manifestações dos médicos e dar maior prioridade ao rally disputado em Encarnación.
Também citou a ministra María Teresa Barán ao apontar que "nunca deu apoio a seus colegas" e que se questiona: "¿De quién estamos dependiendo? ¿Qué estamos esperando? ¿Será que vivimos todo el mundo, todo el país, en el mismo termo que el presidente de la República?".
A mulher voltou a ressaltar que a situação provoca mortes e comentou que havia pacientes que precisavam de ambulância e ela recorreu, chamando "a meio mundo" e recebeu como resposta que as ambulâncias estavam no rally.
"¿A quién le está siendo útil mientras que su país se está muriendo? ¡Estamos desesperados!", exclamou.
Reforçou também a falta de medicamentos. "Ojeengo gente, pe'e piko penentendei, ndaipóri ko insumo. Hoy en Oncología Médica, ndaipóri ko suero de dextrosa para preparar los medicamentos a la gente que va a recibir su quimioterapia. No hay losartán, telmisartán, ndaipóri mba'eve farmacia pe", manifestou.
Acrescentou que os pacientes que vão entrar no centro cirúrgico devem recorrer às farmácias comerciais e que ao não ter dinheiro, enquanto fazem sorteios e rifas, os familiares falecem. "Eso ko es algo real, la realidad que estamos pasando", destacou.
Disse que os pacientes com câncer de mama praticamente vivem no hospital, que a doença não espera e a medicação deve ser fornecida "para ontem, não amanhã".
"Estamos desesperadas, ojalá que el presidente esta vez busque una solución inmediata. La primera que se tiene que ir es la ministra de Salud, porque nunca le escuchó a sus colegas, nunca buscó una solución", exigiu.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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