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Saúde

Chefes de departamentos anunciam renúncia em massa no Incan

31/08/2026 16:45 3 min lectura 3 visualizações

O doutor Hernán Ortiz, chefe do Serviço de Cabeça e Pescoço do Instituto Nacional do Câncer (Incan), anunciou na NPY que os chefes dos departamentos apresentarão renuncia nesta segunda-feira, assim como fizeram seus colegas dos hospitais Acosta Ñu e Itauguá.

"A situação é a seguinte: hoje, em uma reunião que realizamos de madrugada, os chefes dos distintos departamentos do Incan decidimos apresentar renuncia a nossos cargos. Os documentos estão sendo redigidos neste momento", confirmou.

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Seriam entre 20 e 30 chefes médicos renunciantes. A formalização ocorrerá após uma reunião com a Direção Médica e a Direção Geral do Incan.

Para esta terça-feira preveem instalar um comitê de crise para avaliar novas posturas. "Em princípio, estamos renunciantes", esclareceu.

Ortiz explicou que se sentem desanimados pelo trato que recebem do Executivo através do Ministério da Saúde, além do desperdício público ao ter pessoas sem conhecimentos médicos recebendo salários elevados comparados aos que percebem os médicos, que investem mais de 15 anos de formação.

"A verdade é que desanima bastante não estarmos percebendo o salário merecido pelo investimento que fizemos para chegar a este ponto. Desanima bastante o fato de não nos estarem atendendo, não estarem conduzindo adequadamente as medidas que estamos tomando", lamentou.

Ao salário precarizado, que não se reajusta há 14 anos, soma-se a falta de insumos para poder realizar suas atividades, complicando o desempenho tanto de cirurgiões como de profissionais de saúde de outras áreas.

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"É uma pena deixar desatendido um grupo de pacientes para nos manifestarmos e desta forma tentar captar a atenção dos políticos que estão muito distraídos em outras questões aparentemente. Mas creio que é o momento em que não podemos ficar com os braços cruzados", ressaltou.

Apenas no Serviço de Cabeça e Pescoço, para esta segunda-feira estão agendadas três cirurgias complexas. Contando todas as áreas do Incan, os médicos atendem em média a 800 pacientes por dia.

A crise sanitária explodiu por uma série de situações humilhantes tanto para médicos como para pacientes e seus familiares. Não há insumos, medicamentos nem leitos, e os médicos devem fazer vaquinhas, não recebem uma remuneração dobrada por feriado trabalhado, como estabelece a lei, e o salário que percebem conforme seus vínculos perdeu poder de compra.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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