"Ser médico é um apostolado", diz Bachi contra as renúncias em massa
A solução não poderá ser dada da noite para o dia, foi o que afirmou o presidente do Congresso, Basilio Bachi Núñez, sobre a greve de médicos que começou na semana passada em reivindicação de melhorias na saúde pública e reajuste salarial.
Embora tenha apontado para o diálogo, não ofereceu muita abertura de oportunidade porque sustentou que o problema é estrutural e já não há de onde tirar mais dinheiro para responder às demandas.
"Temos cerca de 12.000 médicos em saúde pública, claro que precisam ser reivindicados, mas temos que diferenciar o que é especialista, o que está se formando agora, o que não fez a residência. Paraguai tem, creio que 60.000 médicos que já se formaram até o momento, incluindo as universidades privadas, e os que depois vão ao Brasil para revalidar", expressou.
Bachi sustentou que não se pode aumentar o salário dos médicos para 8 milhões de guaranis porque não há recursos e o orçamento já tem um déficit de 3,2% do PIB. Também insistiu que não está de acordo com aumentar impostos.
"Nós podemos reivindicar os médicos, também há que reivindicar o pessoal de saúde que não é médico, a enfermeira, a licenciada, o bioquímico, o radiologista. Os docentes estão pedindo também", expôs.
Sobre as renúncias em massa dos médicos nesta segunda-feira, criticou que a medida afeta os pacientes. Indicou que quando exercia a medicina havia mais precariedade e se ganhava muito menos.
"É grave, mas também há que se levar em conta, se eu sou médico, é um apostolado. Eu não posso renunciar tendo um paciente pediátrico. Vou deixar esse paciente sem assistência. É integral", expressou.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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