Nacional vence Peñarol com um espetacular gol de calcanhar no clássico uruguaio
Vitória tática no clássico
No estádio Campeón del Siglo, Nacional conquistou uma importante vitória diante de Peñarol na quarta rodada do Torneo Clausura, retomando a luta pelo título com uma atuação que evidenciou um sólido trabalho defensivo e um domínio na zona do meio-campo.
O jogo sofreu uma mudança nos seus primeiros minutos quando, aos 14 minutos, Maximiliano Gómez, ex-jogador do Celta de Vigo e Valencia, recebeu um forte golpe na perna esquerda e precisou deixar o campo, sendo substituído por Maximiliano Silvera.
Domínio de Nacional no meio-campo
Apesar da ausência do atacante visitante, Nacional exibiu um jogo ordenado com um destacado rendimento de seus meio-campistas, que conseguiram criar situações de perigo e neutralizarem os intentos ofensivos de Peñarol. O time dirigido por Daniel Carreño logrou anular as ações do meio-campista argentino Cristian Leonel Jaime.
Gastón Martirena, que fez sua estreia no time, foi figura-chave no desenvolvimento do jogo. O ex-lateral de Racing gerou perigo logo cedo com um cruzamento que Washington Aguerre afastou quando Maximiliano Silvera se preparava para rematar.
O gol da vitória
Minutos depois, Martirena novamente foi protagonista na jogada que definiu o encontro. Aos 24 minutos, o defensor executou um escanteio desde o setor esquerdo, Luciano Boggio baixou a bola desde o segundo pau e Francisco Calvo marcou com um espetacular gol de calcanhar que se converteu na abertura do placar.
Peñarol teve a oportunidade de empatar dez minutos depois com um cabeçaio de Abel Hernández que se desviou apenas para fora, representando a melhor oportunidade do time na primeira metade.
Segunda metade sem clareza
O começo da segunda metade viu Peñarol se adiantando em busca do empate, embora sem gerar clareza em suas ações ofensivas. Luis Mejía realizou uma importante defesa diante de um mano a mano com Javier Cabrera, enquanto Maximiliano Olivera enviou um cabeçaio para fora do gol.
Nacional teve uma aproximação favorável após um erro defensivo do time rival, embora Camilo Cándido não conseguisse capitalizar a ocasião.
Nos minutos finais, Peñarol continuou pressionando sem conseguir concretizar, permitindo que Nacional mantivesse sua vantagem até o apito final aos 95 minutos.
Segundo triunfo de Carreño no Clausura
Para Daniel Carreño, apenas 13 dias depois de assumir a direção técnica, a vitória representou um segundo triunfo na mesma quantidade de partidas disputadas no Clausura. O logro resulta ainda mais significativo considerando que se concretizou em um clássico, encontro que o voltou a ter como técnico depois de 23 anos, no qual dominou a batalha tática de princípio a fim.
Escalações
Peñarol: Washington Aguerre; Mauricio Lemos, Lucas Ferreira (m.46, Brian Barboza), Maximiliano Olivera; Javier Cabrera (m.73, Luis Angulo), Roberto Fernández (m.73, Eric Remedi), Eduardo Darias, Thiago Espinoza (m.57, Lucas Hernández), Cristian Leonel Jaime; Matías Arezo e Abel Hernández (m.57, Gonzalo Gelini).
Nacional: Luis Mejía; Emiliano Ancheta (m.73, Nicolás Rodríguez), Sebastián Coates, Francisco Calvo, Thomas Viera; Santiago Silva (m.73, Luciano González), Lucas Rodríguez (m.62, Bruno Zuculini); Gastón Martirena, Luciano Boggio, Rodrigo Martínez (m.46, Camilo Cándido) e Maximiliano Gómez (m.14, Maximiliano Silvera).
Árbitro: Gustavo Tejera. Advertiu Ferreira, Darias, Jaime, Rodríguez, Calvo e Mejía.
Incidências: Partida da quarta rodada do Torneo Clausura, disputada no estádio Campeón del Siglo de Montevidéu.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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