Nakayama retoma iniciativa para eliminar seguros médicos de funcionários e fortalecer sistema de saúde
Projeto busca redistribuir recursos para saúde pública
Projeto busca redistribuir recursos para saúde pública
O senador Eduardo Nakayama (PLRA) retomou a iniciativa para eliminar os seguros médicos privados de funcionários públicos, com objetivo de redirecionar esses recursos para o sistema de saúde pública. O projeto foi apresentado pela oposição em novembro de 2024 e ainda não foi tratado em comissões.
Nakayama explicou que o custo do seguro médico privado representa entre USD 100 milhões e USD 120 milhões anuais para as instituições estatais. Segundo o legislador, esse investimento gera desigualdades desnecessárias entre a população trabalhadora e os funcionários públicos que contam com cobertura estatal.
Fundos disponíveis para resolver crise sanitária
O senador questionou a posição do Governo a respeito da falta de recursos para atender as demandas salariais dos médicos e a provisão de insumos hospitalares. "Isso logicamente gera uma diferença e desigualdade artificial dentro do que são os paraguaios trabalhadores em geral e funcionários públicos em particular, que têm um seguro médico pago pelo Estado", explicou.
Para Nakayama, os recursos devem ser destinados ao fortalecimento do sistema público de saúde. Nesse sentido, esclareceu que a proposta não busca sobrecarregar o Instituto de Previsão Social (IPS), principalmente porque o Estado é um dos principais devedores da previdencial.
Acesso equitativo a serviços de saúde
O legislador sustentou que os funcionários têm direito a serem atendidos em qualquer instituição pública de saúde, tal como faz o resto da população. Mencionou exemplos de centros de referência como o Hospital de Trauma, o Instituto Nacional do Câncer e o Hospital de Clínicas, que atendem a milhares de pessoas regularmente.
"Por que vamos criar paraguaios de primeira e segunda categoria. Fortaleçamos o sistema público de saúde injetando esse dinheiro a esse sistema público de saúde e não ao sistema privado como está sendo feito agora", expressou Nakayama.
Sistema privado insuficiente, segundo o legislador
O senador questionou a efetividade do seguro privado, indicando que não cobre adequadamente os casos graves. Considerou que os próprios funcionários públicos estariam dispostos a acessar um sistema público com cobertura total, similar ao modelo de países europeus.
Para que isso seja possível, Nakayama enfatizou a necessidade de vontade política. Considerou o momento atual como crítico para implementar mudanças no sistema sanitário.
Diálogo com todos os setores
O legislador sublinhou que a implementação dessa proposta requer uma conversa ampla com todos os setores, particularmente com os legisladores do oficialismo. "Temos que saber se o oficialismo realmente quer resolver o problema ou quer aumentar impostos, o que é que quer fazer, dinheiro há, está sendo destinado para outra parte, essa é a verdade", manifestou.
Crise sanitária requer diálogo urgente
Nakayama também se referiu à situação atual do setor médico, marcada por renúncias em massa e negociações inconclusas. Instou o presidente Santiago Peña e a ministra de Saúde María Teresa Barán a iniciar um diálogo imediato para resolver a crise sanitária.
"O presidente Peña deveria sentar-se de forma imediata com a ministra de Saúde e envolver até mesmo a gente do IPS. Essa é uma crise grave que está ocorrendo, não pode continuar escondendo a cabeça como até agora", questionou.
Apoio legislativo multissetorial
Além de Nakayama, integram o projeto como projetistas Rafael Filizzola (PDP), José Oviedo (Yo Creo), Yolanda Paredes (Cruzada Nacional), Ignacio Iramain (independente) e o colorado Colym Soroka.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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