Relatório da Controladoria coloca governador chaqueño sob pressão
Documento técnico aponta irregularidades na execução orçamentária de Alto Paraguay em 2023 e 2024
Um relatório preliminar de Análise Técnica da Controladoria Geral da República (CGR), datado de julho de 2026, que veio à tona em diversos meios de comunicação, colocou sob escrutínio a execução orçamentária da Governação de Alto Paraguay durante os exercícios fiscais de 2023 e 2024, apontando uma série de observações relacionadas ao manejo de combustíveis, transferências, prestações de contas e execução de obras.
O documento, denominado "Relatório de Análise Técnica – Execução Orçamentária de Receitas e Despesas, exercícios fiscais 2023 e 2024", foi elaborado no âmbito da Resolução CGR Nº 592/2024 e teve como objetivo avaliar denúncias apresentadas e verificar a documentação comprobatória encaminhada pela Governação.
A revisão teve como antecedente uma denúncia apresentada em abril de 2024 pelos concelheiros departamentais Juan Ortiz e Jorge Medina, relacionada a supostas irregularidades em transferências a entidades sem fins lucrativos, combustíveis e merenda escolar; posteriormente, em março de 2025, o concelheiro Medina solicitou uma auditoria na administração do governador Arturo Méndez.
O concelheiro Ortiz, no último sexta-feira 14, foi eleito novo presidente da Junta Departamental e é atualmente um dos principais aliados do governador, diferentemente de quando realizou a denúncia perante a CGR.
RESPOSTA DO GOVERNADOR
Diante da divulgação do conteúdo do documento, o governador Arturo Méndez defendeu sua gestão e afirmou que apresentará os documentos necessários para responder a qualquer observação.
O chefe departamental sustentou que, até o momento, não recebeu uma notificação oficial de uma auditoria da Controladoria e questionou o fato de o documento ter se tornado público.
Segundo sua versão, poderia tratar-se de um documento vazado e aguardará uma comunicação formal do órgão fiscalizador para responder.
Méndez também defendeu o mecanismo utilizado para a aquisição e distribuição de combustível, argumentando que Alto Paraguay não conta com estações da Petropar e que as características geográficas do departamento obrigam a utilizar mecanismos especiais de abastecimento.
Além disso, negou irregularidades na entrega de bolsas, contribuições e ambulâncias e assegurou que existem documentos que comprovam as operações realizadas.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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