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Economia

Passivo por dívida com fornecedores cresceu USD 488 milhões em 2025

25/06/2026 13:45 4 min lectura 15 visualizações
Pasivo por deuda con proveedores creció USD 488 millones en 2025

O Ministério da Economia e Finanças (MEF) divulgou seu Informe Financeiro correspondente ao exercício fiscal 2025, no qual apresentou o conjunto de estados contáveis consolidados das diversas entidades públicas, refletindo a situação financeira, econômica, orçamentária e patrimonial de todo o setor público, no marco do que estabelece a Lei 1535/99 "Da Administração Financeira do Estado".

Dentro do mesmo se detalha que ao encerramento do ano passado, o setor público em seu conjunto fechou com um ativo de G. 343,3 trilhões ou cerca de USD 52.821,2 milhões com respeito ao tipo de câmbio aproximado do encerramento de 2025, o que reflete uma variação positiva de 2,80% em relação ao ano anterior.

O ativo do Estado está composto por todos os recursos econômicos disponíveis, incluindo contas a receber, investimentos, empréstimos ao setor privado, adiantamentos a fornecedores, entre outros.

Dentro destes, os componentes mais importantes representam os montantes do ativo fixo, com um aumento de 9,58%; as disponibilidades, com uma variação negativa de 8,05%; e os investimentos de longo prazo, com -0,37%.

Por sua vez, dentro do ativo total se encontra incluído nos estados contáveis da Administração Nacional de Eletricidade (ANDE) sob o conceito de investimentos de longo prazo com os aportes de capital das binacionais Itaipu e Yacyretá.

Passivo. Com respeito ao passivo, ao encerramento do exercício se teve um saldo de G. 287,3 trilhões (USD 44.211,2 milhões), inferior em 4,54% em relação ao ano 2024, cujos principais componentes são a dívida pública externa, que registrou uma queda de 7,78% e a dívida interna, que cresceu até 8,89% frente a 2024.

Os passivos estão compostos por todas as obrigações econômicas geradas pelos recursos obtidos pelas diversas entidades e organismos do setor público, de terceiros alheios à entidade sujeitos à sua restituição em prazos previamente convencionados, conforme detalha o informe.

Fornecedores. Dentro destes, por sua vez, se observa que o rubro de outras contas correntes –especificamente no conceito de pagamento a fornecedores de bens e serviços– registrou um incremento de 15% em um ano (de G. 21,1 trilhões a G. 24,2 trilhões), levando em conta todas as fontes de financiamento.

Em termos numéricos, este aumento representa uns G. 3,1 trilhões ou aproximadamente USD 487,5 milhões.

Contudo, ao desagregar por via de financiamento, se observa que com a Fonte 20, dos créditos públicos, se teve um incremento interanual de até 118,52%, já que em 2024 havia encerrado com apenas G. 676.754 milhões, enquanto em 2025 já foram G. 1,4 trilhões (USD 227,5 milhões).

Igualmente, com Fonte 10, dos ingressos tributários, o incremento foi similar, chegando a uma variação de 98,58%, após passar de G. 3,7 trilhões a G. 7,5 trilhões.

Ainda que o relatório não forneça maiores detalhes com respeito a ditas dívidas, o dado se desprende de um ano em que o Governo começou a se ver fortemente pressionado pelos reclamos de fornecedores de obras públicas e de saúde, ante as obrigações não cumpridas. Atualmente há negociações com os fornecedores para cancelar os compromissos.

Em consultas com analistas, explicaram que se trata de uma comparação interanual entre a dívida tomada no ano frente ao ano anterior, mas que não se pode determinar se está vinculado especificamente com as dívidas reclamadas por construtoras e farmacêuticas, sobretudo porque estas, em sua maioria, nem sequer estão contabilizadas ou não figuram nos balanços do MEF.

Além disso, sinalizaram que geralmente o termo fornecedores é uma denominação contábil genérica utilizada para compras a crédito.

O Informe Financeiro da pasta econômica também arroja a diferença entre os ativos e os passivos do conjunto do setor público, a qual soma uns G. 38,1 trilhões ou cerca de USD 5.867,7 milhões.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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