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Saúde

Pacientes com câncer cobram do Ministério da Saúde a entrega de medicamentos

Associação denuncia atrasos na execução de amparos judiciais para acesso à medicação

10/06/2026 04:45 3 min lectura 12 visualizações
Pacientes con cáncer urgen a Salud que entregue fármacos

Espera que adoece. A Associação de Pacientes com Câncer e Familiares (Apacfa) lançou um reclamo público pedindo às autoridades que cumpram com os pedidos de medicamentos feitos por via de uma ação judicial de amparo.

O grupo denuncia que recebeu muitos reclamos de pacientes com câncer que recorreram à Justiça para acessar a medicação, sem obtê-la até agora.

"Como associação recebemos os reclamos de numerosos pacientes que há tempo aguardam seus medicamentos solicitados pela via de amparo. Muitos pacientes com sentença há meses aguardam sem ter a esperança de quando poderão continuar seu tratamento", afirmam desde Apacfa.

A execução dos amparos judiciais é prerrogativa do Ministério da Saúde. Esclareceram também, para evitar mal-entendidos, que nada tem a ver o Instituto Nacional do Câncer (Incan).

Leia mais: Pacientes oncológicos solicitam que lhes sejam garantidos fármacos e serviços

Os amparos não deveriam ser cobertos com a rubrica 350, que corresponde exclusivamente aos fármacos que estão na lista básica, explicam.

Ressaltam que o preocupante da situação é que familiares ou o próprio paciente que recorre às distintas dependências do Ministério da Saúde recebe como resposta que não existe disponibilidade para as compras de ditos medicamentos, razão pela qual não são encaminhadas as ordens de compra.

Em outros casos lhes dizem que não existem fornecedores nos chamados realizados pelo ministério, o que dilata todo o processo.

"Independente de qual seja o motivo nos perguntamos: Quem ou quens assumirão a responsabilidade desses pacientes que estão com tratamento interrompido? Pois bem se sabe que o câncer não conhece estes dilemas e que cada dia que passa é um dia menos para aqueles que estão à sua sorte sem um tratamento alternativo, enquanto dura o processo de acessar o novo fármaco, como ocorre em alguns casos".

Recordam que existe a Lei 6266 que obriga o Estado a garantir um tratamento digno a todo paciente, portanto o que dão como resposta "não há dinheiro" não é a que corresponde.

"Os pacientes oncológicos somos cidadãos deste país, muitos de nós contribuímos ou continuamos contribuindo ao desenvolvimento deste país, portanto não podemos ser deixados de lado", expressam, e dizem ao presidente Peña, ao vice Alliana e ao titular do MEF que em suas mãos está a solução.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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