Número de mortos recuperados na costa de Ceuta sobe para 24 e milhares de migrantes retornam a Marrocos
A crise começou no início desta semana com a chegada a nado de jovens desde território marroquino a Ceuta, uma pequena cidade espanhola localizada no continente africano, e desembocou na quinta-feira em uma entrada massiva e irregular de pessoas que cruzaram a pé um espigão que marca a fronteira entre Espanha e Marrocos.
Trata-se da crise migratória entre ambos os países mais grave desde 2021 e está gerando multitude de reações em nível europeu, de países como Itália e Finlândia que defendem excluir a Espanha do espaço Schengen pela situação migratória.
A cifra de mortos foi aumentando ao longo da manhã como consequência das dezenas de pessoas que se lançaram ao mar para tentar alcançar a costa ceutí a nado.
Os últimos corpos foram recuperados do mar pelas patrulhas da Guardia Civil, um dos corpos e forças de segurança do Estado espanhol, que nesta sexta-feira reforçaram sua presença na zona com a incorporação de uma nova embarcação.
As fontes asseguraram à EFE que não se descarta que a cifra continue aumentando conforme passam as horas devido à grande quantidade de pessoas que se lançaram ao mar desde as costas marroquinas de Castillejos.
Com estes falecidos eleva-se a 54 o número de migrantes que morreram este ano tentando entrar a nado em Ceuta. Apenas no mês de julho foram 35 as pessoas que faleceram afogadas quando tratavam de acessar a cidade.
A quantidade de falecidos nestes meses de 2026 supera as 46 vítimas mortais registradas em todo 2025, que foi o ano mais dramático neste tipo de eventos.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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