Rússia desestimula recrutamento para a guerra com Ucrânia: "Não é Hollywood"
Embaixador russo em Panamá alerta cidadãos sobre consequências de participar do conflito
Rússia instou os panamenhos a sopesarem as consequências de participar da guerra contra Ucrânia, após relatos sobre o recrutamento de cidadãos do país centro-americano no conflito. O governo panamenho reconhece que mais de uma vintena de conacionais participaram da guerra, tanto nas fileiras da Ucrânia quanto da Rússia, e que pelo menos um morreu e vários estão desaparecidos.
Segundo a chancelaria do Panamá, algumas dessas pessoas "sabiam exatamente" que eram recrutadas para a contenda, enquanto outras teriam sido enganadas com falsas promessas de emprego. "O que lhes poderia esperar não seria uma 'superprodução de Hollywood' nem muito menos um 'safári no deserto iraquiano'", assinalou o embaixador da Rússia no Panamá, Konstantin Gavrilov, em uma carta divulgada na quinta-feira nas redes sociais da sede diplomática.
"Trata-se de uma das conflagrações mais violentas do século XXI, cuja crua realidade envolve o uso de múltiplas armamentos avançados" que acarretam "inevitavelmente um elevado número de vítimas", acrescenta o texto. Gavrilov relembrou que em seu país é legal que um estrangeiro se enrole voluntariamente às Forças Armadas, mas negou que a embaixada russa atue como intermediária para recrutar.
"Rússia não apoia nem requer os métodos enganosos de alistamento de voluntários", sustentou. A chancelaria panamenha disse recentemente que havia solicitado de maneira reiterada informações aos governos da Rússia e Ucrânia no Panamá sobre a situação de seus cidadãos. Por sua vez, a Procuradoria panamenha abriu investigações a partir de denúncias de familiares sobre recrutamento enganoso.
Capturam panamenho
A polícia capturou na quinta-feira um panamenho vinculado a uma rede de tráfico de pessoas que recrutava para a guerra entre Rússia e Ucrânia e resgatou duas possíveis vítimas. O governo panamenho reconhece que mais de uma vintena de seus cidadãos participaram da guerra, tanto nas fileiras da Ucrânia quanto da Rússia, e que pelo menos um morreu e vários estão desaparecidos.
Segundo a chancelaria do Panamá, algumas dessas pessoas "sabiam exatamente" que eram recrutadas para a contenda, enquanto outras teriam sido enganadas com falsas promessas de emprego, conforme comunicado da entidade.
O panamenho foi capturado no aeroporto de Tocumen, na Cidade do Panamá, quando se preparava para viajar com dois de seus compatriotas aos quais havia oferecido vagas de trabalho.
A apreensão foi executada em flagrância e está "vinculada a uma rede criminosa dedicada ao delito contra a humanidade, na modalidade de tráfico de pessoas", detalha a nota.
De acordo com as investigações, o suspeito presumivelmente captava cidadãos panamenhos "mediante falsas ofertas laborais para transladá-los e recrutá-los com fins relacionados à guerra entre Rússia e Ucrânia".
Rusia instou na quinta-feira os panamenhos a sopesarem as consequências de participar da guerra contra Ucrânia.
"O que lhes poderia esperar não seria uma 'superprodução de Hollywood' nem muito menos um 'safári no deserto iraquiano'", assinalou o embaixador da Rússia no Panamá, Konstantin Gavrilov, em uma carta divulgada nas redes sociais da sede diplomática.
Gavrilov relembrou que em seu país é legal que um estrangeiro se enrole voluntariamente às Forças Armadas, mas negou que a embaixada russa atue como intermediária para recrutar. A chancelaria panamenha disse recentemente que havia solicitado de maneira reiterada informações aos governos da Rússia e Ucrânia no Panamá sobre a situação de seus cidadãos.
Fonte: AFP.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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