Novos horários de caminhões na Ponte da Amizade para melhorar a circulação
Novos horários para o transporte pesado
A circulação de caminhões pela Ponte Internacional da Amizade opera sob novos horários, implementados com o propósito de reduzir as longas filas que se registram entre Ciudad del Este e Foz de Iguaçu, especialmente durante o final da tarde. O acordo foi firmado entre a Receita Federal do Brasil e o Sindicato de Empresas de Transporte Rodoviário de Cargas de Foz de Iguaçu (Sindifoz), considerando a necessidade de evitar que o transporte pesado coincida com o intenso movimento de turistas, compradores e veículos particulares.
Conforme o estabelecido, os caminhões que saem do Brasil com destino a Paraguai poderão cruzar entre as 07:00 e as 22:30, enquanto que a entrada de cargas a partir do Paraguai em direção ao Brasil se concentrará entre as 19:00 e as 07:00. Esta distribuição implica que os caminhões que retornam ao Brasil deverão priorizar o cruzamento durante a noite e a madrugada, quando diminui o movimento de veículos particulares.
Objetivos da reorganização
A medida busca deslocar parte do transporte pesado das horas críticas e melhorar a fluidez da circulação sobre a ponte. Celso Gallegario, presidente do Sindifoz, apontou que a modificação foi negociada com a Receita Federal precisamente para reduzir o impacto dos caminhões no trânsito durante o período de maior movimento.
O acordo também contempla a ampliação até as 22:00 do horário para a recepção das exportações brasileiras no lado paraguaio. A intenção é distribuir de forma mais equilibrada as operações e evitar a concentração de caminhões em determinados horários.
O desafio do fluxo veicular
A Ponte da Amizade suporta diariamente um intenso fluxo de veículos em ambos os sentidos. Durante a tarde, o retorno de compradores e turistas que estiveram em Ciudad del Este costuma aumentar consideravelmente a circulação em direção a Foz de Iguaçu. Quando este movimento coincide com o trânsito pesado, as filas podem se estender por vários quilômetros.
Com a nova operativa, as autoridades brasileiras e o setor de transportes buscam separar os dois fluxos durante os períodos de maior demanda. A estratégia aponta para que os veículos leves tenham maior fluidez durante a tarde, enquanto que os caminhões concentrarão boa parte de seus cruzamentos durante a noite.
Análise do procedimento de lacração
Durante a reunião com a Receita Federal também foi analisado o procedimento de lacração das cargas na alfândega brasileira. Os transportistas brasileiros questionam o tempo que demanda esta operação e sustentam que está provocando demoras no despacho dos caminhões.
Marcelo Mossi, delegado da Receita Federal em Foz de Iguaçu, informou que por enquanto não existe possibilidade de suspender nem modificar o procedimento. Porém, o órgão poderia voltar a analisar a medida se o setor demonstrar, mediante dados concretos, que o sistema está gerando atrasos significativos.
Recopilação de dados para análise futura
Para respaldar o reclamo, o Sindifoz pediu aos transportistas registrar cada incidência. As empresas deverão anotar a hora de apresentação da documentação, o momento de autorização da lacração, o início e final do procedimento e o tempo total de espera. Os dados serão recopilados pela assessoria jurídica do sindicato e posteriormente enviados à Receita Federal.
Com estes registros, o setor pretende elaborar um informe técnico e colocar novamente em pauta a possibilidade de que a lacração das cargas volte a ser realizada no lado paraguaio. Os transportistas consideram que esta alternativa poderia reduzir os tempos de espera e agilizar a passagem dos caminhões pela fronteira.
Por enquanto, o procedimento de lacração se mantém sem mudanças. A Receita Federal aguardará os dados que o setor transportista possa fornecer para avaliar a viabilidade de implementar novas modificações no processo.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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