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Brasil-Paraguai

Taxistas em Ciudad del Este repudiam novas regras de transporte em Foz

Trabalhadores reclamam da interferência de autoridades brasileiras nas atividades turísticas transfronteiriças

25/09/2026 10:45 4 min lectura 16 visualizações

Um grupo importante de taxistas se manifestou esta semana no microcentro da cidade para reclamar a intervenção das autoridades municipais de Ciudad del Este, junto a seus pares de Foz de Yguazú, Brasil, pela entrada em vigência de uma nova legislação que modifica as condições para o transporte turístico terrestre.

Os trabalhadores sustentam que as novas disposições afetam diretamente os serviços que realizam no marco do movimento turístico entre Ciudad del Este e Foz de Yguazú. O reclamo se centra nas restrições aos veículos estrangeiros e em esclarecer como deverão operar os transportistas paraguaios no lado brasileiro.

A nova normativa foi estabelecida mediante a Lei Municipal N° 5747, sancionada pelo intendente de Foz de Yguazú, Joaquim Silva e Luna. A disposição foi publicada no Diário Oficial do Município na sexta-feira 18 de setembro e começou a vigorar desde esse momento, substituindo ainda oito leis municipais anteriores relacionadas com a atividade.

O novo marco legal define como transporte turístico terrestre aos serviços remunerados destinados a passeios e traslados dentro do município. A regulação inclui os deslocamentos vinculados com lugares como terminais de passageiros, hotéis e restaurantes, pelo que abrange uma parte importante da atividade vinculada ao turismo na região de fronteira.

DIFERENÇA. A lei diferencia o tratamento para veículos de receptivo provenientes de outras cidades brasileiras. Estas unidades poderão ingressar em Foz para recolher passageiros que tenham chegado ao aeroporto ou à terminal de ônibus e levá-los posteriormente até seu município de origem, sempre que contem com a autorização correspondente da Agência Nacional de Transportes Terrestres ou do Departamento de Estradas de Rodagem.

Uma situação similar se estabelece para os veículos de excursão que cheguem a Foz com passageiros procedentes de outros municípios. Nesses casos, poderão desenvolver sua atividade dentro da cidade sempre que disponham das autorizações exigidas pelos organismos competentes.

O ponto que adquire especial relevância na fronteira é o tratamento outorgado aos veículos matriculados em outros países. A legislação brasileira estabelece que as unidades registradas no exterior não poderão transportar passageiros que tenham sido recebidos em Foz, salvo que exista um convênio bilateral que contemple expressamente a possibilidade de realizar esse serviço.

ESTRANGEIROS. A disposição alcança veículos procedentes do Paraguai e Argentina que ingressem na cidade brasileira para prestar serviços turísticos. Sua aplicação concreta dependerá dos acordos bilaterais vigentes para cada modalidade de transporte e da interpretação que realizem as autoridades encarregadas da fiscalização.

Para os serviços internacionais hacia municípios e países fronteiriços, a legislação estabelece além disso a obrigação de levar uma lista de passageiros. O documento poderá apresentar-se de maneira impressa, manuscrita ou digital e deverá conter o nome e o número de identificação de cada pessoa transportada.

As firmas de países vizinhos que possam operar em Foz ao amparo de convênios bilaterais tampouco ficam isentas dos controles municipais. Nesses casos, deverão adequar-se às exigências estabelecidas pela normativa local para a prestação do serviço.

Outra exigência alcança diretamente os veículos. As unidades utilizadas no transporte turístico deverão exibir o nome da empresa proprietária ou da firma responsável pelo contrato de arrendamento, além do número correspondente ao Cadastur.

A identificação deverá estar colocada mediante adesivo, logotipo ou outro elemento similar nos laterais ou nas portas dianteiras. Para as unidades que já estavam registradas, o município estabeleceu um período de 180 dias para cumprir com as exigências.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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