Morre motorista por falta de atendimento médico devido a bloqueios na Bolívia; já são mais de cinco os falecidos
O homem, que vivia na cidade central de Cochabamba, Bolívia, viajou para o exterior para importar mercadorias, mas ao retornar se deparou com os bloqueios de estradas e começou a apresentar problemas de saúde, relatou à imprensa a esposa do falecido, Zulema Ramos.
"Chegou perto de La Paz, implorou (para que o deixassem passar), até queriam tirar a mercadoria dele, ele implorou, avançou um trecho, mas depois ficou ali, não tinha dinheiro também", contou entre lágrimas Ramos.
Com ajuda da Prefeitura de Cochabamba, a mulher viajou de avião daquela cidade até La Paz para gerir o traslado do corpo de seu marido.
O Ministério da Defesa informou em um comunicado que "o transportista suportou durante mais de um mês as baixas temperaturas, a falta de alimentação adequada, a desidratação e as dificuldades para acessar medicamentos ou atendimento médico".
Segundo a entidade, a família do motorista chegou até o local para evacuá-lo e trasladá-lo a um hospital, mas o homem faleceu antes de receber atendimento especializado.
Com este caso, somam seis as pessoas falecidas ao não poderem receber atendimento médico oportuno devido aos bloqueios de estradas, entre as quais uma mulher de Belize e uma criança de 12 anos.
Também nesta jornada se informou sobre o falecimento de uma paciente oncológica de 24 anos, que não pôde ser trasladada de urgência da cidade andina de Oruro para La Paz para receber um tratamento de radioterapia, devido aos cortes de rotas.
Por outro lado, o Ministério Público investiga o falecimento de um homem por um disparo durante uma operação e distúrbios registrados em 23 de maio para desimpedir uma estrada troncal.
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As cidades de La Paz, El Alto e Oruro são as mais atingidas pelos bloqueios de estradas e pelos protestos de sindicatos de camponeses, da Central Operária Boliviana (COB) e seguidores do ex-mandatário Evo Morales (2006-2019), que exigem a renúncia do presidente Paz.
Como consequência desta medida de pressão, nessas cidades faltam alguns alimentos, combustível e insumos médicos, como oxigênio medicinal.
A Governação de La Paz declarou nesta terça-feira a emergência sanitária departamental por 90 dias para garantir um corredor humanitário de alimentos, medicamentos e insumos médicos para os centros de saúde.
Os bloqueios de camponeses começaram em 6 de maio em La Paz e atualmente se estenderam a oito dos nove departamentos da Bolívia, embora a zona andina, fronteiriça com Peru e Chile, e a região central sejam as mais afetadas.
A COB prometeu a abertura de "corredores humanitários" que facilitem o fornecimento necessário para os hospitais, algo que não está se cumprindo plenamente.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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