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Internacional

Juíza da Califórnia bloqueia fusão de Warner Bros. e Paramount Skydance

21/07/2026 16:45 3 min lectura 21 visualizações

As companhias têm proibição de fechar seu acordo de USD 110 bilhões até pelo menos 3 de agosto, quando será realizada uma audiência sobre uma medida cautelar que poderia bloquear a operação até que haja uma decisão definitiva sobre a impugnação.

Os estados apresentaram "elementos sólidos" sobre o potencial do acordo para ser anticompetitivo, disse a juíza Araceli Martínez-Olguín em sua sentença, e acrescentou que "o equilíbrio de interesses e o interesse público se inclinam claramente a favor dos Estados demandantes".

Na semana anterior, 12 estados encabçados pela Califórnia apresentaram uma ação judicial para impedir a aquisição, em um desafio direto ao Departamento de Justiça do governo de Donald Trump, que aprovou a fusão em junho.

Em um comunicado divulgado na segunda-feira, o procurador-geral da Califórnia, Rob Bonta, celebrou a ordem de restrição temporária como "uma primeira vitória crucial em nosso caso para garantir que esta megafusão nunca se produza".

"A lei está do nosso lado e estamos desejosos de continuar defendendo nossa causa", acrescentou.

Um porta-voz da Paramount destacou à Variety que a sentença "preserva o status quo enquanto o tribunal analisa as questões antimonopólio levantadas".

A fusão teve via livre depois que Netflix se retirou da batalha por comprar Warner Bros. Se concretizada a aquisição, Paramount Skydance passará a controlar um amplo portfólio de ativos, incluindo CNN, Warner Bros. Pictures e o serviço de streaming HBO Max.

Os estados demandantes sustentam que a companhia combinada controlaria aproximadamente 27% da distribuição de filmes de estreia em salas de cinema e um percentual similar das licenças de canais de cabo básico.

A saga adquiriu contornos políticos depois que Trump anunciou sua intenção de intervir no acordo, enquanto o destino do canal de notícias CNN, alvo habitual dos ataques do mandatário, permanece incerto.

O procurador-geral da Califórnia disse na semana anterior que a combinação de duas das cinco principais distribuidoras cinematográficas de Hollywood resultaria em "preços mais altos, menor qualidade e menos conteúdo" para as audiências.

À Califórnia se somaram Arizona, Colorado, Connecticut, Massachusetts, Minnesota, Nevada, Nova Jersey, Novo México, Nova York, Oregon e Washington, todos governados por democratas.

Paramount rejeitou as acusações da ação judicial.

"Esta fusão é legal, procompetitiva e beneficiará os consumidores, criadores, trabalhadores e a indústria do entretenimento", afirmou o porta-voz da Paramount.

"Continuaremos defendendo vigorosamente a transação e aguardamos com interesse as audiências sobre o mérito da ação dos procuradores-gerais estaduais", acrescentou.

O governo de Trump aprovou o multibilionário acordo de compra em 12 de junho sem exigir nenhuma mudança, o que abriu caminho para o fechamento da operação.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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