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Economia

Matté sobre o confinamento: "O mercado seguirá firme, a reposição será exigente e produzir mais quilos será chave"

15/09/2026 04:00 3 min lectura 269 visualizações

O negócio do confinamento mantém perspectivas favoráveis para o último trimestre de 2026, apoiado em preços firmes do gado gordo, custos de alimentação competitivos e uma reposição que, depois de alcançar valores muito elevados, mostrou certo reacomodo. Porém, a disponibilidade de animais continuará sendo um dos principais desafios para os currais.

Vinicius Matté, assessor técnico de Vilomix, explicou em Valor Agro que as boas condições produtivas permitiram aos pecuaristas manejar com maior flexibilidade os momentos de confinamento e estender os ciclos para agregar mais quilos nas carcaças, em vez de priorizar exclusivamente uma maior quantidade de giros durante o ano.

"Como segue firme o preço e estável em relação ao preço dos alimentos, é factível fazer um terceiro giro com bom rendimento", apontou Matté. Conforme explicou, vários estabelecimentos já estão carregando animais ou se preparando para um novo ciclo de terminação durante os próximos meses.

Para o especialista, a menor disponibilidade de gado continuará sustentando o mercado. Diante de uma quantidade de animais abatidos inferior a outros anos, parte dessa menor oferta está sendo compensada pelo aumento do peso das carcaças. "Vejo um mercado firme e bons preços tanto para fim de ano quanto possivelmente para o início do próximo", afirmou.

Nesse cenário, o clima será outro fator a considerar. Matté indicou que as perspectivas de maiores precipitações obrigam os confinadores a prestar especial atenção à infraestrutura, manutenção dos currais e manejo das cargas. A experiência recente, assegurou, mostrou diferenças importantes no desempenho entre estabelecimentos que conseguiram controlar adequadamente problemas associados à lama e aqueles com maiores dificuldades operacionais.

A reposição segue cara, mas melhorou a equação

Do ponto de vista econômico, Matté sustentou que o principal alívio para as margens do confinador não esteve necessariamente no aumento do preço do gordo em dólares, mas no reacomodo da reposição medido em guaranis.

Recordou que durante alguns momentos do ano os preços do bezerro alcançaram níveis que tornaram muito difícil fechar as contas do engorde. Atualmente, estimou que o quilo do desmamante mantém um sobrepreço de aproximadamente 30% a 40% frente ao quilo do gado gordo, uma relação que qualificou como "normal a alta" em termos históricos.

Essa diferença obriga a maximizar a eficiência do sistema. "Há que fazer uma recria muito eficiente, colocar muitos quilos durante essa etapa, entrar com um animal pesado no confinamento, carregar muitos quilos e conseguir um bom rendimento de carcaça para poder pagar todo esse investimento na reposição", explicou.

Matté considerou além disso que produzir carcaças mais pesadas deixará de ser apenas uma estratégia complementar para se tornar uma necessidade cada vez mais premente no negócio do confinamento.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do AgroRural Paraguay.

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