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Internacional

Israel continua atacando o sul do Líbano apesar do acordo marco de paz assinado com Beirute

28/06/2026 16:45 3 min lectura 3 visualizações
Israel sigue atacando el sur del Líbano pese al acuerdo marco de paz firmado con Beirut

A Agência Nacional de Noticias (ANN) libanesa informou desde a madrugada deste domingo sobre distintos ataques nos distritos meridionais de Bint Jbeil, Nabatieh, Hasbaya e Marjayoun, sem que, no momento, tenham sido reportados mortos ou feridos.

Um ataque com drone israelense teve como alvo Nabatieh al Fawqa, no distrito homônimo, população que sofreu numerosos ataques nas últimas semanas, com bombardeios, drones e mísseis guiados.

Igualmente, em Marjayoun, o Exército israelense está realizando bombardeios e incendiando casas em Khiam, enquanto seus veículos se deslocam pela cidade, indicou a ANN.

Forças israelenses também dispararam munições de racimo contra as redondezas das cidades de Shebaa e Shouya, no distrito de Hasbaya, acrescentou a nota.

Em Bint Jbeil, um avião de guerra israelense lançou duas granadas atordoantes perto de uma casa no bairro oriental de Barashit, zona onde, além disso, as forças israelenses tinham erigido um terraço próximo à reserva natural nas redondezas sudeste da cidade.

Estes ataques ocorrem no mesmo dia em que Israel informou da morte de um soldado israelense no sul do Líbano em confrontos com o grupo xiita libanês Hezbollah, segundo o Exército de Israel.

Indicaram que o soldado "caiu ao chão" após se confrontar na madrugada deste domingo com um membro do Hezbollah na zona de Deir Siryan, no distrito de Marjayoun.

Igualmente, estes ataques foram lançados dois dias após o acordo marco assinado entre Israel e Líbano com mediação dos EUA, que inclui um plano de ação para avançar em direção a uma "paz e segurança duradouras", segundo o texto publicado pelo Departamento de Estado dos EUA.

Nota relacionada: Netanyahu diz que acordo com Líbano representa um "golpe duro para Irã e Hezbollah"

O documento contempla que as Forças Armadas Libanesas assumam gradualmente o controle em "zonas piloto" do sul libanês, como passo prévio a um repliegue gradual israelense. Também inclui o compromisso do Estado libanês de exercer plena soberania sobre todo seu território e de avançar em direção ao desarmamento de grupos armados não estatais, em especial o Hezbollah.

No entanto, o acordo não fixa datas nem prazos concretos, nem detalha de que maneira se executará a substituição do Hezbollah pelo Exército libanês.

Em Israel, o acordo recebeu críticas da oposição e também de setores do próprio Governo, e no Líbano, o Hezbollah se posicionou contra as autoridades libanesas e as acusou de terem ultrapassado "as linhas vermelhas" com a assinatura do acordo.

Enquanto isso, as vítimas pela ofensiva israelense desde que começou em 2 de março passado até ontem continuam subindo até alcançar 4.246 mortos e 12.190 feridos, conforme coletado pelo Centro de Operações de Emergência Sanitária, dependente do Ministério de Saúde Pública libanês.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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