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Internacional

265 mortos e 496 desaparecidos: Colômbia esgota a 'janela de vida' e declara emergência econômica

Presidente Abelardo de la Espriella anuncia medidas de alivio para famílias afetadas pelo terremoto que devastou o país

13/08/2026 01:45 3 min lectura 5 visualizações

O presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, que apresentou este novo balanço de vítimas no final da tarde, acrescentou que o terremoto provocou a destruição de 11.347 casas e danificou 53.526 outras, além de 140 edifícios colapsados.

Previamente, a Unidade Nacional para a Gestão do Risco de Desastres (UNGRD) havia indicado que 24.324 famílias foram afetadas e que 403 municípios de quatorze dos 32 departamentos do país sofreram algum tipo de dano.

O sismo sacudiu a Colômbia às 07:34 hora local de segunda-feira (12:34 GMT), de modo que as primeiras 72 horas se completarão na manhã de quinta-feira.

Os esforços se concentram agora em aproveitar esse período, denominado 'janela de vida', no qual existem maiores probabilidades de encontrar com vida pessoas presas sob os escombros.

As cidades de Cali e Pereira continuam entre os pontos mais críticos. Na capital do Valle del Cauca, cerca de 700 resgatistas colombianos e meio centenar de estrangeiros trabalham contra o tempo, enquanto as autoridades concentram os esforços em edifícios onde consideram que ainda existe alta probabilidade de encontrar sobreviventes.

Apenas em Cali já foram encontradas com vida 85 pessoas entre os escombros, embora mais de 150 permaneçam desaparecidas.

O Instituto de Medicina Legal informou, por sua vez, que recebeu 202 corpos de vítimas do terremoto, dos quais 121 já foram identificados para entrega aos familiares, entre eles os de cinco menores de idade.

Declaração de emergência econômica

De la Espriella anunciou que a emergência econômica permitirá criar um "fundo milagre" destinado a canalizar recursos "para a reconstrução de hospitais, centros educativos, imóveis, vias e aeroportos" afetados pelo sismo.

Além disso, assegurou estar implementando medidas de alívio temporário para as famílias atingidas que incluem o pagamento de serviços públicos, subsídios de aluguel para quem perdeu suas habitações, alívios tributários e financeiros e ajudas econômicas para as famílias mais vulneráveis, além de mecanismos de apoio para comerciantes e pequenos empresários afetados.

"A afetação é muito grande e requer de uma grande determinação e vontade política por parte do Governo", afirmou De la Espriella, que acrescentou que a tragédia ocorre em um momento de "crise fiscal" para a Colômbia.

Enquanto os equipos colombianos trabalham praticamente sem descanso desde segunda-feira, o Governo anunciou nesta quarta-feira que aceitará a entrada de grupos especializados de busca e resgate dos EE.UU., El Salvador, Equador e Israel para relevar o pessoal desplegado desde as primeiras horas da emergência.

A eles se somam os socorristas mexicanos de Los Topos Aztecas, que chegaram nesta quarta-feira a Cali procedentes da Venezuela, onde permaneceram 41 dias trabalhando após os terremotos de 24 de junho.

O México começou além o envio de 58,5 toneladas de ajuda humanitária, enquanto El Salvador também remitiu assistência.

Outro grupo de resgatistas mexicano, os Topos de Tlatelolco, anunciou que não se deslocarão para a Colômbia ao não ter sido requerida sua ajuda por parte do Governo colombiano.

Em meio aos questionamentos à Administração de De la Espriella que apontam que só quis aceitar assistência de outros Executivos afins, o chanceler colombiano, Omar Bula, assegurou que o Governo está aceitando a ajuda internacional "sem nenhuma consideração política ou ideológica".

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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