Irlanda aprova licenças remuneradas de 5 dias para mulheres que sofrem perda gestacional
Medida legislativa para proteger direitos trabalhistas
O Governo irlandês, integrado por uma coligação de forças centristas e democristiãs, prevê introduzir a medida uma vez que se tramite no Parlamento o projeto de Lei de Licença por Perda Gestacional, impulsionado pelo ministro de Negócios, Peter Burke.
O dirigente apontou que a legislação vigente havia gerado um "vazio legal" porque o limite para receber "auxílios públicos" e acessar uma licença completa de maternidade nesses casos se estabelece a partir da vigésima terceira semana de gravidez.
Garantia de dignidade e apoio laboral
"Ao introduzir o direito legal a uma licença por perda gestacional, reforçamos de forma significativa e compassiva os direitos dos trabalhadores, garantindo que os empregados recebam apoio e sejam tratados com dignidade em um momento de enorme dificuldade pessoal", expressou Burke.
De acordo com o projeto, a nova legislação prevê outorgar cinco dias de licença remunerada ao ano, pago pelo empregador e equivalente a 70% do salário diário, até um máximo de 110 euros por dia, em concordância com o regime de afastamentos por doença estabelecido.
Requisitos e acesso ao benefício
O direito à licença será efetivo desde o primeiro dia de emprego, enquanto que o direito a perceber a prestação econômica exigirá ter trabalhado ao menos treze semanas para o empregador.
Reconhecimento bipartidário
O vice-primeiro-ministro irlandês, Simon Harris, também valorizou o passo dado pelo Governo para que "se reconheça por lei o direito a uma licença por perda gestacional". "Em nosso país e em nossa sociedade continua havendo muito silêncio em torno do aborto espontâneo", acrescentou o político.
O Partido Trabalhista, segunda força da oposição, já havia apresentado uma proposta similar há cinco anos em que estendia a vinte dias o período de licença remunerada após um aborto espontâneo e incluía dez dias de afastamento para tratamentos de fertilização in vitro.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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