A inflação nos Estados Unidos desacelera em junho por redução de preços energéticos
Desaceleração da inflação superou expectativas
A inflação desacelerou mais do que o esperado em junho nos Estados Unidos, segundo cifras do governo publicadas na terça-feira. O índice de preços ao consumidor (IPC) registrou 3,5% em medição interanual, frente a 4,2% em maio, informou o Departamento do Trabalho.
Esta redução foi superior às projeções de analistas, que antecipavam um aumento de 3,8%, de acordo com economistas consultados pela Dow Jones Newswires e The Wall Street Journal.
O descenso se deve em grande medida à queda do preço da gasolina, que experimentou uma redução de 9,7% em um mês. Esta baixa foi consequência de uma momentânea distensão diplomática entre Estados Unidos e Irã.
Perspectivas de curto prazo e pressões geopolíticas
A melhora nos indicadores inflacionários pode ser passageira. Com a recente retomada de hostilidades entre Washington e Teerã, e a ordem do presidente Donald Trump de reiniciar o bloqueio aos portos iranianos, projeta-se um aumento nos preços energéticos globais.
Teerã respondeu aos ataques com um bloqueio do estreito de Ormuz, uma via crucial para o trânsito de hidrocarbonetos, o que disparou os preços globais da energia. Com as renovadas hostilidades no Golfo, as cotações mundiais do petróleo voltaram a subir, o que antecipa próximos aumentos de preços nos postos de gasolina.
O Fed mantém compromisso com a estabilidade de preços
Os olhos do mercado estão sobre o presidente do Banco da Reserva Federal estadounidense (Fed), Kevin Warsh, que na terça-feira assegurou que o banco central terminará com o sustentado "rebrote da inflação".
Diante do Comitê de Serviços Financeiros da Câmara, Warsh assinalou que os responsáveis pela política monetária têm "zero tolerância" com a persistência dos preços altos. Os legisladores estadounidenses questionaram o funcionário sobre o progresso em diminuir a inflação, entre outros assuntos.
Embora o banco central mantenha um objetivo de inflação a longo prazo de 2,0%, os aumentos de custos foram superiores a esse nível durante aproximadamente cinco anos. Ao ser interrogado sobre se agiria segundo os desejos do presidente Trump ou guiado pelos sinais da informação econômica, Warsh respondeu: "Meu compromisso é acatar a lei e seguir os dados, nos guiar pelo nosso melhor julgamento".
"Se acertarmos com a política — e acertaremos —, o ressurgimento da inflação dos últimos cinco anos será coisa do passado", acrescentou Warsh em suas declarações iniciais diante da comissão.
Contexto econômico e político
A cifra marca um retrocesso desde um máximo de três anos, já que a queda dos custos da energia mais que compensou os aumentos em habitação e alimentos.
Os mercados mantêm atenção a pistas sobre se o Fed planeja subir as taxas de juros ao final deste ano, apesar da constante pressão de Trump para que as reduza.
O Fed também monitora os efeitos dos investimentos em inteligência artificial na inflação e no mercado de trabalho.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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