França celebra sua festa nacional com desfile militar que homenageia Ucrânia
Em seu último 14 de Julho como presidente da França, Emmanuel Macron transformou a avenida dos Campos Elíseos de Paris em uma demonstração de unidade europeia e solidaridade com Ucrânia mediante um desfile militar de grande envergadura. O evento incluiu a participação de quase 6.700 soldados a pé, 98 aviões, 31 helicópteros e 315 veículos que desfilaram entre o Arco do Triunfo e a praça da Concordia.
A escala do desfile foi histórica para as celebrações anuais da festa nacional francesa, que comemora a tomada da prisão da Bastilha em 1789, marcando o início da Revolução Francesa. Segundo o Palácio do Eliseu, o objetivo da cerimônia foi ilustrar "o rearmamento da França, a autonomia estratégica da França e o despertar estratégico europeu".
Presença internacional destacada
Na tribuna de honra encontrava-se o presidente ucraniano Volodimir Zelenski, que foi recebido com um abraço pela primeira-dama Brigitte Macron e pelo primeiro-ministro Sébastien Lecornu. Sua presença foi significativa no contexto da demonstração de apoio europeu à Ucrânia.
O evento contou com a presença de 24 chefes de Estado ou de governo europeus, entre eles o alemão Friedrich Merz, o espanhol Pedro Sánchez, o polonês Donald Tusk, a dinamarquesa Mette Frederiksen e o primeiro-ministro britânico em saída Keir Starmer. Os contingentes de 35 países participaram com um total de 500 participantes, complementados por 25 militares ucranianos que desfilaram na ocasião.
O desfile realizou-se um dia após uma cúpula em Paris da "Coalizão de Voluntários", integrada por países dispostos a apoiar a longo prazo a situação da Ucrânia.
Solidariedade estratégica europeia
A ministra delegada de Defesa, Alice Rufo, explicou na rádio RTL que o desfile representava "uma Europa (...) unida e decidida a apoiar à Ucrânia frente à Rússia, uma Europa segura de si mesma". O general Fabien Mandon, chefe de estado-maior das Forças Armadas francesas, considerou que o evento constituía uma "encarnação física da solidariedade estratégica entre nossos países" em um contexto no qual a Rússia representa uma ameaça para a segurança continental.
Como elemento distintivo do desfile, a Patrulha de França encabeçou a marcha, seguida de dois Mirage 2000 franceses com cópiltos ucranianos que foram treinados na França. Aviões de dez países europeus participaram do espetáculo aéreo do evento.
Reflexo do incremento de capacidades de defesa
Para seu último desfile como chefe das Forças Armadas, Emmanuel Macron buscou destacar o poderio militar da França após dez anos de presidência, período durante o qual o orçamento de defesa duplicou-se. Durante seu discurso às Forças Armadas, Macron afirmou que "os fatos estão aí e a história julgará".
O general Loïc Mizon, governador militar de Paris, explicou que os preparativos do desfile enfrentaram desafios logísticos devido a uma onda de calor que atravessava a França, exigindo a reorganização de diversos ensaios prévios ao evento.
Comemorações adicionais
Segundo Macron, antes da partida de semifinal da Copa do Mundo de futebol entre Espanha e França será guardado um minuto de silêncio em honra às vítimas do atentado ocorrido dez anos atrás em Nice, quando um caminhão embistiu uma multidão que saía de um espetáculo de fogos de artifício. Após o desfile de Paris, o presidente viajará a Nice para render homenagem aos 86 mortos e mais de 400 feridos do ataque que foi reivindicado pelo grupo jihadista Estado Islâmico.
Emmanuel Macron deixará o cargo presidencial em maio do próximo ano, cumprindo assim o limite de dois mandatos consecutivos estabelecido na Constituição francesa.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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