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Internacional

Trump anuncia bloqueio naval de Ormuz e tarifa de 20% sobre cargas

14/07/2026 11:45 3 min lectura 19 visualizações

Anúncio do bloqueio naval

O presidente estadunidense, Donald Trump, anunciou o restabelecimento do bloqueio naval dos portos iranianos no Estreito de Ormuz após a intensificação das hostilidades, sem precedentes desde o cessar-fogo de abril. O Exército estadunidense confirmou que o bloqueio começaria às 20:00 GMT.

Trump afirmou que os Estados Unidos estão "tomando o controle" do Estreito de Ormuz e serão "o guardião do estreito" cobrando "uma tarifa de 20% sobre toda a carga transportada por todos e cada um dos custos necessários para fornecer segurança".

Resposta do Irã

O chanceler iraniano, Abás Araqchi, respondeu à medida reafirmando que o Irã sempre foi o guardião do estreito e continuará sendo. Em suas declarações, questionou o percentual proposto: "Os 20% são, é claro, demasiado. Seremos justos", escreveu nas redes sociais.

O Irã insiste em que não permitirá que os Estados Unidos "interfiram" nesta passagem estratégica para o transporte de petróleo e gás, sobre a qual busca manter o controle estabelecido nos primeiros dias da guerra. Teerã afirmou que os Estados Unidos são responsáveis pelo "retorno da insegurança" na zona, enquanto os Guardiães da Revolução acusam Washington de colocar em perigo o fornecimento mundial de petróleo.

Impacto nos mercados energéticos

A retomada das hostilidades no fim de semana e a disputa sobre esta passagem marítima geraram pressão nos preços do petróleo. O Estreito de Ormuz é uma via crucial para o comércio global, por onde antes da guerra transitava 20% do petróleo e do gás natural liquefeito mundial.

Contexto do conflito

O conflito foi desencadeado em 28 de fevereiro pela ofensiva israeloestadunidense contra o Irã, tornando o Estreito de Ormuz um tema central depois que Teerã bloqueou esta via como medida de pressão. Após o cessar-fogo alcançado em abril, os Estados Unidos e o Irã assinaram em 17 de junho um protocolo de acordo que estabelecia 60 dias de trégua para negociar o fim do conflito.

Situação do acordo diplomático

Trump declarou na semana passada que o cessar-fogo "terminou" pelos ataques iranianos contra navios em Ormuz. As recentes hostilidades colocaram em crise o protocolo de acordo. O porta-voz do Ministério de Relações Exteriores do Irã, Esmail Baqai, sinalizou na segunda-feira que "não há dúvida de que este acordo está em crise, mas o Irã nunca foi o primeiro a descumprir seus compromissos".

As gestões diplomáticas com os mediadores Catar, Paquistão e Omã continuam com o objetivo de "evitar uma escalada" com os Estados Unidos. O documento previa a reabertura do estreito, mas Teerã apenas autorizou um corredor de navegação próximo a suas costas, descartando voltar à livre circulação anterior à guerra.

Posição da comunidade internacional

O secretário-geral da ONU, António Guterres, pediu respeitar a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz após o anúncio de Trump. O porta-voz do secretário-geral, Stéphane Dujarric, afirmou em sua coletiva de imprensa que se buscava que "fosse respeitada a liberdade de navegação" nesta zona estratégica do mundo.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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