IPS busca envolver o Ministério da Saúde no alto custo de amparos
O Instituto de Previsión Social (IPS) anunciou a conformação de uma mesa multidisciplinária para analisar os amparos judiciais que obrigam a cobrir medicamentos e tratamentos de alto custo. Segundo o presidente da previsional, Isaías Fretes, a instituição destinou cerca de G. 11.000 milhões nos últimos cinco anos para cumprir essas ordens judiciais.
A proposta foi apresentada pelo presidente da instituição, Dr. Isaías Fretes, em uma reunião com o presidente da Corte Suprema de Justiça, Dr. Alberto Martínez Simón.
"Consensuamos que deve participar também o Ministério da Saúde, porque é a entidade que gerencia as políticas de saúde da República e também está comprometida com essa situação", assinalou o titular do IPS.
Por sua parte, o representante da área jurídica do IPS, Pablo Morínigo, insistiu em que a intenção não é eludir obrigações com os segurados, mas estabelecer com clareza as competências de cada instituição pública.
O assessor jurídico da previsional explicou que existem casos em que os juízes concedem amparos ainda quando existem dúvidas sobre se a pessoa reúne os requisitos para acessar as prestações do IPS.
LIMITES. "Não queremos fugir das obrigações para com nossos segurados. O que queremos é estabelecer limites a isso, porque há muitos casos onde talvez não se apresentem todos os pressupostos para entender que a pessoa é segurada do IPS", assinalou.
O funcionário reconheceu que os magistrados costumam priorizar a proteção da vida humana ao resolver esses expedientes, mas considerou necessário envolver o Ministério da Saúde naqueles casos em que a responsabilidade possa corresponder ao sistema público em geral. "Entendemos que também se deve envolver o Ministério da Saúde porque, afinal, o Estado é o garantidor da vida. É uma maneira de delimitar as obrigações de cada ente", afirmou. Fretes rejeitou que a proposta tenha como finalidade impor filtros ou entraves aos amparos judiciais. Acrescentou que o processo recém se inicia e que as conclusões surgirão das reuniões que se desenvolverão nos próximos meses. "Nós também entendemos a posição do Poder Judicial. Vem o pedido e eles têm que acolhê-lo. Então há que encontrar um mecanismo facilitador, porque o cidadão paraguaio também tem direito", expressou.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
Nossa equipe editorial trabalha para oferecer informação clara, completa e atualizada para o leitor brasileiro.