IPS explica os tempos de espera nos serviços de diagnóstico de Meprotec
Explicação do aumento nos tempos de espera
Derlis León, gerente de Saúde do Instituto de Previsão Social (IPS), ofereceu explicações sobre a situação que atravessam os segurados e seguradas que necessitam de estudos através de Meprotec. Em declarações à rádio Monumental 1080 AM, o profissional apontou que a instituição experimentou uma escalada importante na demanda de serviços durante os últimos anos.
León indicou que existe uma necessidade não atendida significativa que obriga o IPS a continuar fortalecendo os serviços de sua rede. Explicou que o serviço terceirizado de Meprotec atualmente absorve grande parte da demanda de toda a rede da previdenciária, e não unicamente de um hospital específico.
Distribuição da demanda
O gerente de Saúde detalhou que 60% da demanda em serviços como Ingavi provém de fora do Hospital Ingavi, enquanto apenas 40% corresponde às necessidades do próprio hospital. Esta distribuição gerou uma pressão considerável nos tempos de atendimento.
Nos últimos seis meses, as listas de espera se estenderam notavelmente. León identificou a necessidade de contar com mais especialistas para determinados estudos, como o ecodóppler venoso, como um dos principais desafios que enfrenta a instituição.
"Nosso desafio é conseguir os especialistas, fortalecer o resto da rede para que esse consumo do contrato seja acordo com o que foi planejado em seu momento", expressou León.
Medidas implementadas
Diante deste panorama, o IPS começou a implementar maratonas de ecografias com o objetivo de descomprimir os tempos de espera. O fim de semana passado, a instituição iniciou esta iniciativa para reduzir a lista de espera em estudos de ecografias abdominais e ecografias renovesvicoprostáticas.
De acordo com informações do IPS, estas maratonas se desenvolverão durante oito sábados consecutivos no Centro de Diagnóstico e Imagens do Hospital Central.
Contexto do serviço terceirizado
Meprotec mantém um contrato com o IPS vigente desde 2024 até 2029 por um montante de USD 49 milhões, para a prestação de serviços de diagnóstico. O objetivo do acordo é contribuir para diminuir a lista de espera de segurados em estudos médicos.
León enfatizou a importância de fortalecer a rede de serviços nos diferentes hospitais da previdenciária. Sustentou que o Hospital Ingavi se converteu em um centro de diagnóstico para todo o país, situação que requer uma reconfiguração dos recursos e capacidades disponíveis.
"O Hospital Ingavi é um centro de estudos e diagnósticos para todo o país e por isso há que fortalecer o resto da rede", reafirmou o gerente de Saúde.
Situação no Hospital Central
Na segunda-feira passada, o Hospital Central da previdenciária registrou filas consideráveis que se estendiam até às afueras do estabelecimento. Segurados permaneciam à espera de serem atendidos em guichês para agendar ou confirmar seus turnos de consultas ou estudos médicos, com tempos de espera superiores a três horas em alguns casos.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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