Superintendência de Saúde fecha "clínica biocuântica" que operava sem registro profissional
Estabelecimento em Ciudad del Este não possuía habilitação para exercer medicina
A Superintendência de Saúde, órgão regulador que depende do Ministério de Saúde Pública (MSP), interveio e clausurou uma clínica denominada Clínica Especializada Biocuântica, localizada em um complexo residencial privado do bairro Santa Ana de Ciudad del Este, após receber denúncias através de seus canais de transparência.
Durante o procedimento, os funcionários constataram que a pessoa que realizava os atendimentos não contava, conforme a instituição, com registro profissional perante o MSP.
Julio Riveros, funcionário da Superintendência de Saúde, explicou que a intervenção foi realizada após as denúncias recebidas. "Nos constituímos hoje (pela quinta-feira passada) para, através de denúncias em nossos canais de transparência, em um centro deste profissional, supostamente profissional em medicina biocuântica", indicou.
Acrescentou que, uma vez no local, os funcionários verificaram a situação. "Constatamos que o profissional não conta com registro profissional perante o Ministério de Saúde. Com base nisso, procedemos à clausura do estabelecimento", afirmou. O funcionário identificou o responsável como José Barrientos, que de acordo com a denúncia e as verificações realizadas, oferecia serviços relacionados com tratamentos e diagnósticos médicos.
Riveros foi categórico ao explicar a principal irregularidade detectada.
"Aparentemente este profissional não conta com registro profissional e está atuando, está realizando atos médicos e diagnósticos médicos", sustentou.
Conforme o funcionário, as atividades desenvolvidas no local excederiam o que pode realizar uma pessoa sem habilitação profissional.
"Ultrapassa isso que é algo procedente a um sumário", assinalou ao se referir às atuações que deverão continuar após a intervenção.
A preocupação da Superintendência se centra principalmente no fato de o estabelecimento ter estado oferecendo atendimento médico sem que o responsável contasse com a habilitação correspondente. "Aqui o que nos preocupa é que o médico está operando sem registro profissional", ressaltou Riveros.
Tratamentos. Questionado sobre os serviços que se ofereciam aos clientes, Riveros indicou que no estabelecimento se realizavam diagnósticos e se ofereciam tratamentos de caráter medicamentoso.
"Este médico oferecia tratamentos de índole medicamentosos, de diagnóstico médico", afirmou. Acrescentou que precisamente a realização de diagnósticos médicos foi um dos aspectos que gerou maior preocupação durante a intervenção.
A pessoa apontada como responsável pela clínica não se encontrava no local quando chegaram os funcionários. "Não se encontrava no local", confirmou Riveros.
Os funcionários, porém, puderam ingressar ao estabelecimento. "Pudemos ingressar por meio dos funcionários", explicou o representante da Superintendência.
Com Dinavisa, verificarão medicamentos expedidos
Durante o procedimento também foram encontrados medicamentos cuja procedência e situação sanitária deverão ser determinadas pela autoridade competente.
Os produtos foram documentados e os antecedentes serão remetidos à Direção Nacional de Vigilância Sanitária (Dinavisa). "Encontramos medicamentos de presumível origem duvidosa que vamos expor à Direção Nacional, que é a Dinavisa, o ente reitor", assinalou Julio Riveros, da Superintendência de Saúde.
Esclareceu que ainda não se pode afirmar que os medicamentos sejam falsificados ou irregulares. "Vamos proceder à revisão técnica desses medicamentos, se têm ou não vigência", explicou.
Insistiu em que será a Dinavisa, a instituição encarregada de determinar a situação dos produtos. "Lavrei nota para que o ente reitor, que é a Dinavisa, possa fazer os procedimentos em si, verificar, controlar e supervisar se estes medicamentos têm vigência em nosso país", indicou.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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