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Saúde

IPS: Avô passa seus dias pedindo medicamento a visitadores no Hospital Central

30/04/2026 22:45 3 min lectura 11 visualizações
IPS: Abuelo pasa sus días pidiendo un medicamento a visitadores en el Hospital Central

Miguel Ángel Cabañas é um avô de 79 anos que vai todos os dias ao Hospital Central do Instituto de Previsión Social (IPS) em busca do medicamento Tamsulosina para uma doença de próstata que sofre.

A instituição não conta com o remédio há cinco meses, segundo relatou ao NPY, e por essa razão vai diariamente ao centro médico para apelar à solidariedade dos visitadores médicos para ter acesso ao medicamento que, indicou, custa entre G. 108.000 e G. 186.000.

"Me sento aqui todas as manhãs e quando passa um visitador médico eu peço porque se vou comprar na farmácia, que não tenho dinheiro, sai G. 108.000. É impossível", manifestou em entrevista ao NPY.

O avô indicou que vai todos os dias. "Todas as manhãs venho, somente se chove não venho. Sábado e domingo e tudo venho", mencionou o homem que reside no bairro Trinidad.

Também comentou que em uma ocasião soube que chegou o medicamento, mas não o avisaram e quando foi já havia terminado.

"Acontece que se deixo de tomar vai entupir e isso é o que não quero. O urologista que me atende se chama Eduardo Ledesma", relatou.

Além de sofrer com a falta de medicamento, o avô também deve padecer das más condições do IPS. "É muito doloroso contar", expressou, para depois relatar que como os elevadores não funcionam, só resta um disponível e diante da alta quantidade de gente decide subir pela escada até o primeiro andar. "Quatro a cinco vezes espero que venha e... lotado", acrescentou.

O avô mencionou que todos os seus irmãos já faleceram e que inclusive alguns doutores se aproximam dele durante o dia e lhe dão dinheiro, de G. 10.000 a G. 20.000 que usa para comprar frutas. "Tenho que me alimentar", indicou.

Também indicou que não vai ao setor de Urologia, no IPS Ingavi, porque também não conta com os meios para chegar. "Não posso subir muito em veículo e se chego a cair (vou terminar em) maca ou cadeira de rodas. Me cuido por isso", expressou.

Também lhe indicaram que poderia ir a Villa Morra, a um dispensário onde poderiam conseguir o remédio para ele, mas diante de sua impossibilidade de subir no coletivo não pode ir.

O avô também dirigiu uma mensagem ao novo titular do IPS: "Seria muito importante se o senhor Fretes, por favor, se for possível, que me vejam pelo menos amostras médicas, porque o produto é caro", acrescentou.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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