"Alliana é um grande articulador político", destaca Peña
O mandatário Santiago Peña foi contundente ao sustentar que grande parte da harmonia política que mantém seu governo com o Congresso Nacional se deve à capacidade de negociação que possui o segundo do Poder Executivo e pré-candidato presidencial, Pedro Alliana.
"Alliana é um grande articulador político e é o principal responsável por ter mantido uma relação tão harmoniosa em seu papel como elo entre o Executivo e Legislativo. Isto não foi ao acaso, constrói-se desde o início e, claro, nosso interesse é mantê-lo assim até o fim de nosso mandato e que seja um exemplo para outros governos", comentou o mandatário, nesta segunda-feira, durante uma visita à 780 AM, com motivo de seu 50º aniversário.
Peña acrescentou: "É certo que temos uma afinidade com este parlamento com o qual conseguimos construir uma relação. Isto se constrói desde o processo eleitoral, não foi ao acaso ou um golpe de sorte. No ano de 2021, Honor Colorado estava em dificuldades e tínhamos a aspiração de que ganhassem intendentes colorados em todo o país. Saímos a trabalhar e apoiamos todos os candidatos, primeiro nas internas e depois nas nacionais, e o Partido Colorado obteve uma vitória muito importante porque se sentiu a coesão e unidade após os pleitos internos".
Peña disse que junto a Alliana são os únicos que conseguiram manter a unidade entre presidente e vice-presidente, em comparação a outros governos. "A história do Paraguai está marcada por brigas: a de Juan Carlos Wasmosy com Ángel Roberto Seifart, a de Raúl Cubas Grau e Luis María Argaña com um final tão trágico, o mesmo aconteceu com Nicanor Duarte Frutos e Luis Alberto Castiglioni, nem falar do caso de Fernando Lugo com Federico Franco e também se viu uma tensão tremenda entre Mario Abdo Benítez e Hugo Velázquez".
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Mudanças no gabinete
Por outro lado, Peña ratificou que o trabalho de seus colaboradores encontra-se em constante avaliação e que no segundo tempo de seu mandato já requer "gestão e resultados". "Podem esperar mais mudanças no gabinete, claro que sim. Hoje já não avalio por trimestre, por mês ou semanas, hoje avalio minuto a minuto. A avaliação já não é sobre projetos, mas gestão e resultados. Todos estão sob observação", comentou.
Dívidas com fornecedoras
Por outro lado, o chefe de Estado assegurou que a prioridade no decorrer deste ano será a diminuição das dívidas acumuladas com as fornecedoras, principalmente as de vias e farmacêuticas. "Neste mês de abril foram realizados pagamentos muito elevados, foi um mês de começar a diminuir a dívida. Para mim, a principal preocupação foi estancar a hemorragia, não acumular mais dívidas e ter claro o ritmo e compromisso que o Estado pode assumir e depois realizar pagamentos críveis. O grande desafio em 2026 é diminuir as dívidas e a discussão do Orçamento Geral da Nação que se terá em setembro com o Congresso Nacional", pontualizou.
Caso Hernán Rivas
Peña também foi questionado sobre o caso do senador com licença sem remuneração Hernán Rivas, que enfrenta uma série de questionamentos e causas judiciais sobre a autenticidade de seu título como advogado.
"Estão me atribuindo a responsabilidade de dois poderes do Estado que não necessariamente são o Poder Executivo, isto implica uma eleição que fizeram os legisladores para eleger seu representante, porque tanto o Senado quanto a Câmara de Deputados elegem seus representantes nos extrapoderes (eleição de Rivas ante o Júri de Julgamento de Magistrados), e depois você me pede que eu o julgue. Essa é uma responsabilidade exclusiva que tem a Corte Suprema de Justiça como administrador da Justiça", indicou ante os questionamentos.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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