Informe presidencial não mencionou a situação dos sequestrados
Enquanto o discurso oficial omitia o drama dos sequestrados no Norte do país, cumpriu-se um novo e doloroso aniversário do cativeiro de Edelio Morínigo. Assim como ele se encontram Félix Urbieta e Óscar Denis, todos sob o esquecimento estatal.
Juan Martens, criminólogo, analisou essa situação e explicou que lhe parece preocupante que o presidente não tenha feito menção aos sequestrados e suas famílias.
Isso seria ainda mais grave se não houvesse uma correlação entre essa omissão e um plano de busca. Espera-se que o Governo tenha um plano de busca de desaparecidos, informe sobre esse plano, informe sobre os avanços e o informe anual; nesse sentido é uma questão, uma oportunidade muito importante para considerar que a busca continua viva
O criminólogo afirmou que a mensagem do chefe de Estado é que seus resgates não são uma prioridade para seu Governo.
Parece que a mensagem que se deixa é que não é prioridade para o Estado. E essa mensagem não é a que se espera de um presidente. A verbalização ou não de um fenômeno muitas vezes tem a ver com a priorização ou não dos temas, comentou.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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