Trump apresenta o Estreito de Ormuz como território estadunidense
Declaração sobre diálogos com o Irã
O presidente estadunidense Donald Trump negou na terça-feira que existam conversações em curso ou previstas com o Irã, e divulgou um mapa que apresenta o Estreito de Ormuz, epicentro do conflito, como um novo território dos Estados Unidos. Embora as hostilidades tenham diminuído após os bombardeios israelo-estadunidenses e as represálias iranianas das primeiras semanas, a região mantém uma situação tensa após quase seis meses de guerra.
Trump assegurou que "não há diálogo nem conversações em curso, nem tampouco estão previstas, com a República Islâmica do Irã".
Operações no Estreito
"O bloqueio naval segue sendo aplicado. O Estreito de Ormuz está aberto e em operações. Todas as minas nas águas foram retiradas ou detonadas", escreveu em sua rede Truth Social.
Esta declaração gerou certa confusão, especialmente após mencionar na segunda-feira o enviado estadunidense e genro de Trump, Jared Kushner, umas discussões "muito positivas e animadas". Uma fonte estadunidense explicou à AFP que essas conversações foram suspensas. As autoridades iranianas mal enviaram sinais a respeito.
Postura de Teerã
O principal negociador iraniano, Mohamad Baqer Qalibaf, declarou na terça-feira que o estreito não se abriria enquanto Washington não cumprisse seus compromissos previstos em um protocolo de acordo assinado em junho. Esse texto contemplava 60 dias de trégua para negociar uma solução diplomática duradoura, mas não resultou em resultados concretos.
O negociador iraniano estabeleceu como condições "o levantamento do bloqueio naval estadunidense, o descongelamento dos ativos iranianos, o levantamento do embargo petroleiro", assim como "o fim das operações militares em todas as frentes".
Contexto do conflito
Trump pondera a ideia de converter Ormuz em um "território estadunidense" e publicou na terça-feira em Truth Social um mapa com esta descrição do estreito. Após o ataque estadunidense-israelita contra o Irã em 28 de fevereiro, Teerã respondeu com bombardeios sobre países vizinhos aliados de Washington e fechou esta via de trânsito chave para o comércio mundial de hidrocarbonetos.
Por sua parte, os Estados Unidos impuseram um bloqueio aos portos iranianos.
Mudança de enfoque
Apesar de suas declarações sobre anexar Ormuz ou sua ameaça formulada na segunda-feira de "bombardear" Omã, um aliado estadunidense, Trump parece ter optado por uma postura mais expectante nos últimos dias.
O Governo estadunidense aposta nos efeitos a longo prazo da pressão econômica sobre o Irã mediante o bloqueio marítimo e diversas sanções.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
Nossa equipe editorial trabalha para oferecer informação clara, completa e atualizada para o leitor brasileiro.