IPS: Denunciam esperas de 7 meses para acessar estudos terceirizados
Pacientes relatam falhas no sistema de confirmação de consultas e prazos extensos para exames de imagem
O prazo de espera de mais de três meses ou até seis meses para acessar estudos por imagem e as falhas no sistema de confirmação de consultas voltaram a gerar fortes críticas de asegurados do Instituto de Previsão Social (IPS), depois que uma paciente denunciasse que, ao perder um turno por falta de notificação, foi reagendada para fevereiro de 2027.
A asegurada Marly Sánchez relatou em redes sociais que em março solicitou uma ultrassonografia no Centro de Diagnóstico por Imagens Meprotec, localizado no Hospital Ingavi, e recebeu turno apenas para o dia 30 de junho. No entanto, explicou que nunca recebeu a mensagem de confirmação e acreditou que, ao ser declarado feriado nesse dia, a consulta seria reagendada automaticamente.
"Hoje quero desabafar e ver se dessa forma consigo um turno mais próximo. Ontem, 30/06 tinha marcada uma ultrassonografia transvaginal no IPS Ingavi (MEPROTEC), que havia solicitado em março e me deram para dentro de três meses", expressou nas redes sociais.
Sánchez afirmou que tentou se comunicar por telefone para evitar perder a consulta, mas não obteve resposta. "Liguei desesperadamente para não perder meu turno, nunca responderam", apontou.
Posteriormente, informou que lhe disseram que deveria ter se apresentado no centro de atendimento mesmo sem ter recebido a confirmação. "Todos os asegurados de IPS sabem que se você não confirmar a consulta não te atendem, nem que chores nem venha o próprio presidente chorar contigo", questionou.
A paciente acrescentou que a nova consulta foi marcada para o dia 12 de fevereiro de 2027, ou seja, sete meses depois. "Tenho que esperar sete meses mais para fazer uma simples ultrassonografia de rotina. Peço que compartilhem. Assim de alguma forma chega a quem corresponde e que investiguem porque não pode continuar assim", reclamou.
O caso não é isolado. Outra asegurada informou que solicitou no dia 12 de maio uma ultrassonografia de joelhos e agendaram a consulta para o dia 29 de outubro, devendo aguardar mais de cinco meses. Na notificação consta que os turnos são atribuídos "de acordo com a disponibilidade de agenda" e que a consulta será cancelada se o paciente não responder à mensagem de confirmação enviada 48 horas antes do estudo.
Às denúncias se soma o caso da asegurada Damaris Ojeda, que compartilhou a notificação recebida da Meprotec para uma ultrassonografia abdominal completa e Doppler de tireoide.
Conforme a mensagem, o estudo foi agendado para o dia 5 de janeiro, devendo se apresentar previamente para confirmar a presença. A paciente divulgou a captura como exemplo das extensas demoras para acessar estudos de diagnóstico por imagem no IPS, uma situação que, segundo asegurados, se repete com frequência e afeta o atendimento oportuno.
Meprotec funciona no subsolo do bloco D do Hospital Ingavi, em Fernando de la Mora, como um centro terceirizado de diagnóstico por imagem para asegurados do IPS, onde são realizadas radiografias, ultrassonografias, tomografias e ressonâncias magnéticas.
Os turnos são gerenciados por WhatsApp e, conforme as denúncias, os usuários questionam tanto a prolongada espera para acessar os estudos quanto as deficiências do sistema de confirmação de consultas.
Também é fornecida aos asegurados uma fotocópia com as informações para realizar os estudos, com o número de WhatsApp e um código QR que não pode ser escaneado pela qualidade da cópia.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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