Encontrareis descanso
"Em aquela ocasião Jesus declarou: –Eu te louvo, Pai, Senhor do céu e da terra, porque ocultaste estas coisas aos sábios e prudentes e as revelaste aos pequeninos. Sim, Pai, porque assim te pareceu bem.
Tudo me foi entregue por meu Pai, e ninguém conhece o Filho senão o Pai, nem ninguém conhece o Pai senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar.
Vinde a mim todos os fatigados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei. Levai meu jugo sobre vós e aprendei de mim que sou manso e humilde de coração, e encontrareis descanso para vossas almas: porque meu jugo é suave e minha carga é leve..."
Jesus faz uma oração em voz alta, e o evangelista menciona quais foram as palavras concretas com as quais se dirigiu a Deus: "Eu te louvo, Pai, Senhor do céu e da terra, porque ocultaste estas coisas aos sábios e prudentes e as revelaste aos pequeninos" (Mt 11,25-27). Ele o chama de Pai e se alegra com sua predileção pelos mais pequeninos, e de que a eles revela as coisas mais profundas. Com efeito, Deus se complace nos filhos já que, como recorda o Papa Francisco: "As crianças são em si mesmas uma riqueza para a humanidade e também para a Igreja, porque nos remetem constantemente à condição necessária para entrar no reino de Deus: a de não nos considerarmos autossuficientes, mas necessitados de ajuda, amor e perdão. E todos precisamos de ajuda, amor e perdão".
São Josemaría experimentou essa predileção divina que, quando quer, ilumina os corações de quem a busca com sinceridade, para que penetrem na intimidade divina e captem o que implica o ser filhos de Deus. Uma experiência singular que ocorreu num dia concreto, 16 de outubro de 1931. Anos depois rememora o que viveu naquele dia, vendo cumpridas em si mesmo as palavras de Jesus que colhe Mateus: "Poderia vos dizer até quando, até o momento, até onde foi aquela primeira oração de filho de Deus. Aprendi a chamar Pai, no Pai-nosso, desde criança; mas sentir, ver, admirar esse querer de Deus de que sejamos seus filhos…, na rua e num bonde -uma hora, hora e meia, não sei-; Abba, Pater!, tinha que gritar. Há no Evangelho umas palavras maravilhosas; todas o são: 'ninguém conhece o Pai senão o Filho, e aquele a quem o Filho o quisesse revelar' (Mt 11,27). Naquele dia, naquele dia quis de uma maneira explícita, clara, terminante, que, comigo, vós vos sintais sempre filhos de Deus, deste Pai que está nos céus e que nos dará o que pedirmos em nome de seu Filho".
Jesus nos deu exemplo dessa humildade e sinceridade que admira nos filhos. Assim o assinalava são Josemaría enquanto meditava este trecho do evangelho: "Jesucristo, Nosso Senhor, com muita frequência nos propõe em sua pregação o exemplo de sua humildade: 'aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração'? Para que tu e eu saibamos que não há outro caminho, que somente o conhecimento sincero de nossa nulidade encerra a força de atrair sobre nós a divina graça. Por nós, Jesus veio a sofrer fome e a alimentar, veio a sofrer sede e a dar de beber, veio a se vestir de nossa mortalidade e a vestir de imortalidade, veio pobre para fazer ricos".
Na cena do evangelho que estamos considerando, Jesus, depois de manifestar sua alegria pela predileção de Deus por quem é sincero, como as crianças, acrescenta algo muito consolador: "Vinde a mim todos os fatigados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei" (Mt 11,28). Ora, coloca uma condição para proporcionar o descanso: "Levai meu jugo sobre vós" (Mt 11,29). "Em que consiste este 'jugo', que em vez de pesar alivia, e em vez de esmagar alivia –perguntava-se Bento XVI-? O 'jugo' de Cristo é a lei do amor, é seu mandamento, que deixou a seus discípulos.
O verdadeiro remédio para as feridas da humanidade –sejam as materiais, como a fome e as injustiças, sejam as psicológicas e morais, causadas por um falso bem-estar– ...
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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