A Copa do Mundo em nivaclé: uma exposição artística que celebra a paixão mundialista desde a perspectiva indígena
Uma iniciativa que amplia a perspectiva sobre o futebol paraguaio
Uma iniciativa que amplia a perspectiva sobre o futebol paraguaio
Sob o título A Copa do Mundo em nivaclé, apresenta-se hoje uma série artística dedicada à aventura mundialista do Paraguai. A exposição abre suas portas às 19:00 na BGN/Arte, localizada na Augusto Roa Bastos quase Espanha, e continuará disponível na quinta-feira 20 e sexta-feira 21, de 10:00 a 18:00.
O projeto reúne interpretações artísticas sobre a participação da Albirroja desde a perspectiva do artista nivaclé Richart Peralta e os relatos do comunicador esportivo Romario Ignacio, sob a curadoria de Carlos Sosa. A iniciativa é apresentada pela BGN/ARTE em colaboração com Oniria/TBWA.
Uma arte que nasce da tradição popular
A série propõe um enfoque original: reconhecer que cada edição da Copa do Mundo é vivida com paixão em diferentes espaços do país, desde as cidades até as comunidades indígenas, mas estas formas diversas de experimentar o futebol nem sempre encontram representação no relato público.
O projeto busca registrar como a Copa do Mundo também é vivida desde a comunidade nivaclé através de uma tradição artística nascida do saber popular e continuada por novas gerações. A primeira obra da série, intitulada Julio Enciso, apresenta um retrato do jogador dentro de um universo visual onde o campo, a torcida e os símbolos populares do futebol aparecem reinterpretados pelo traço do artista.
"A ideia nasce de entender que a Copa do Mundo não é vivida de um único lugar. Quando joga o Paraguai, a emoção chega a cada canto do país, mas muitas vezes há olhares, vozes e culturas que ficam fora do relato central. Com esta série quisemos abrir esse relato desde a arte nivaclé, como uma forma distinta e muito nossa de interpretar a aventura mundialista da Albirroja", expressaram Marce Márquez e Diego Centurión, criativos da Oniria/TBWA.
Visibilidade para expressões culturais contemporâneas
Segundo Valeria Gallarini, diretora da BGN/ARTE, a arte nivaclé possui características particulares ao nascer de uma tradição visual transmitida dentro da comunidade, enraizada no saber popular e na experiência cotidiana. "É uma arte profundamente identitária, mas também contemporânea: fala de memória, território, costumes e presente. Para BGN/ARTE, tornar visível esse olhar em um momento tão massivo quanto a Copa do Mundo é uma forma de ampliar o lugar que estas expressões ocupam dentro da arte paraguaia".
Ao longo do torneio, a série vem agregando novas obras e relatos que interpretam o sentir nivaclé perante a participação da seleção paraguaia. O projeto pode ser acompanhado em tempo real através da conta do Instagram @bgnarte, e culminará com a exposição interativa presencial na BGN/ARTE.
Sobre a comunidade nivaclé
Os nivaclés, também conhecidos como chulupíes, são um povo indígena originário do Chaco Boreal no Paraguai e do nordeste da Argentina, localizados em ambas as margens do Rio Pilcomayo. Em sua língua nativa, o termo nivaclé significa pessoa, nós os homens ou nosso povo.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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