Pedem a cabeça de Centurión pela tragédia em Pedrozo
Oposição culpa ministra de Obras Públicas pela morte de seis pessoas em acidente de trânsito
A Câmara de Deputados foi cenário de um acalorado debate em torno da gestão da ministra de Obras Públicas, Claudia Centurión, a quem grande parte da oposição vê como responsável política pelo desfecho fatal em Pedrozo, após a morte de seis pessoas, entre elas quatro membros de uma mesma família, em um acidente de trânsito.
Desde o turno de oradores, vários deputados se descarregaram contra a ministra de Obras Públicas e Comunicações, Claudia Centurión, assim como contra o próprio presidente da República, Santiago Peña.
Existe em tramitação um pedido de interpelação à ministra Centurión, mas desde o princípio os colorados manifestaram sua negativa, colocando como moeda de troca que apenas a convoquem a uma reunião em Mesa Diretiva e ali esclareçam as perguntas.
Isso já desagradou a vários deputados; não obstante, foi o minuto de silêncio pelo luto solicitado pela colorada oficialista Cristina Villalba o que acendeu ainda mais a raiva dos opositores que não estão conformes com a continuidade da ministra.
A deputada Johanna Ortega confessou que não conseguiu calar-se sequer durante esse minuto pela indignação.
"Me parece um cinismo total, ao filho que sobrevive a essa família não lhe devolvemos seus pais nem seus irmãos com um minuto de silêncio. À mesma ministra provavelmente não vão interpelá-la, vamos tirar as máscaras presidente. Se tanto nos comove aprovemos a interpelação da ministra e peçamos ao presidente sua destituição e façamo-nos respeitar de uma vez por todas", reclamou à seus colegas colorados.
Para a opositora, Centurión é a responsável política pelas mortes e qualificou de "negligência criminal" a tragédia ocorrida no fim de semana.
"Não vale um minuto de silêncio colegas, não serve para nada, e menos ainda para quem é reiteradamente cúmplice desta ministra", disse.
Enfatizou a necessidade não de um minuto de silêncio, mas de sessenta em homenagem a todas as pessoas que já morreram na mesma zona.
Diante desses fatos solicitou a renuncia de Centurión.
Seu colega Walter García (Yo Creo), mencionou 46 mortes no total desde 2011. "A principal responsável é a ministra Claudia Centurión e aqui de nada serve presidente levantar-se e fazer um minuto de silêncio. Isto é como colocar aquela fita rosa cada outubro, uma hipocrisia total", acusou. Na mesma linha se pronunciou Rodrigo Blanco (PLRA), que pediu para que o minuto de silêncio cobre sentido em posições políticas claras por parte do Congresso Nacional. Lembrou que Marcelo Ávalos era muito próximo ao partido, inclusive atuava como representante da agrupação opositora. Para o legislador, a discussão deve centrar-se no direito de voltar sãos e salvos aos lares.
O deputado Guillermo Rodríguez disse que este é um governo de PowerPoint e que se uma vez Peña deve usar a caneta deve ser para destituir a Centurión.
Protegidos. O deputado cartista Alejandro Aguilera expressou seus pêsames pelo ocorrido em Pedrozo, mas em relação ao pedido de interpelação impulsionado por vários membros da oposição e que teve entrada ontem na Câmara Baixa, sustentou que não é um pedido oportuno e que supostamente tem uma motivação política.
"Não acredito que haja que buscar proveitos políticos e formas de golpear o governo por uma perda que todos estamos lamentando", sinalizou.
Desculpou o governo de Santiago Peña sobre as obras no local do acidente.
"Essa obra não foi feita por este governo e esse semáforo não foi colocado por esta ministra", sinalizou.
Disse que em vez de ser aprovada uma interpelação, a Câmara apenas convoque em Mesa Diretiva a ministra para que dê explicações.
Do seio do cartismo, também admitiram que as obras no interior do país quanto a estradas é deficiente, motivo pelo qual a colorada cartista Carmen Giménez de Ovando comentou sobre outro acidente ocorrido em San Estanislao.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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