Candidatos a CGR caem de 131 em 2015 para 49 este ano
Desinteresse de profissionais técnicos é atribuído a supostos acordos políticos entre cartismo e oposição liberal
A Câmara de Senadores fechou no passado terça-feira, 30 de junho, a convocatória para aspirantes a ocupar o cargo de controlador e subcontrolador geral da República, diante do fenecimento do mandato das autoridades atuais que se dará em 1º de novembro deste ano.
O total de aspirantes que se apresentaram este ano foi de 49, que comparado ao último processo realizado em 2021 representa 11 a menos, e comparado ao de 2015 representa 82 a menos.
Esta diminuição é atribuída aos denominados "acordos políticos" que ocorrem, segundo expressou a ex-senadora Kattya González, que sustentou que o processo carece de incentivos reais para novos postulantes idôneos.
Disse que o desinteresse se deve à suspeita instalada de um acordo político fechado entre o cartismo e um setor da oposição liberal para assegurar a reeleição das autoridades vigentes, o controlador Camilo Benítez (como cota da ANR) e o subcontrolador Augusto Paiva (como cota do PLRA).
González expressou que os profissionais técnicos independentes evitam concorrer ao considerarem que as ternas já estão predeterminadas politicamente, o que reduz a qualidade e variedade dos candidatos firmes.
Posições. Embora nenhuma bancada até o momento se tenha pronunciado a favor de um candidato, entre os favoritos encontram-se Benítez e Paiva, após o aceno ao partido de Governo com o branqueamento do exame de correspondência de Santiago Peña apesar de seu patrimônio ter crescido G. 20.000 milhões entre 2017 e 2023.
O presidente do Congresso, Basilio Bachi Núñez, disse que não agradava a figura de Benítez, mas que respaldará a posição da bancada Honor Colorado.
Quanto à oposição, a Diretoria do PLRA encomendou lutar pela cota para um afiliado ou outro opositor, invocando um acordo político histórico com a ANR.
Esta postura motivou o deputado liberal Jorge Ávalos Mariño a apresentar sua candidatura. O senador Dionisio Amarilla, que lidera a bancada liberocartista, comentou que embora ainda não se tenha conversado a respeito, particularmente apoiará uma terna integrada por Ávalos Mariño.
Por sua parte, o senador Walter Kobylanski, que recentemente abandonou Cruzada Nacional, disse que a Bancada Democrática também não chegou a um consenso.
Além do controlador e subcontrolador, outros 11 funcionários da Controladoria Geral da República (CGR) se inscreveram para competir contra a reeleição de seus chefes. Alguns ocupam cargos importantes, como o diretor de Declarações Juradas, Armindo Torres, e de Comunicação, Angélica Ortiz, entre outros.
No entanto, não há certezas sobre se estes funcionários se inscreveram apenas para dar legitimidade a um processo que estaria definido.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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