Greve Nacional de Médicos registra adesão total em San Pedro
Hospitais públicos suspendem consultas ambulatoriais e cirurgias programadas no departamento
A Greve Nacional de Médicos registra um acatamento de 100% no Departamento de San Pedro, segundo informaram representantes do setor. A protesta impacta todos os hospitais públicos, onde foram suspensas as consultas ambulatoriais e as cirurgias programadas.
Serviços afetados e garantias essenciais
No Hospital General de Santa Rosa del Aguaray, os consultórios permaneceram completamente vazios durante a medida de força. Somente funcionam as áreas de urgências e laboratório, além do atendimento aos pacientes que já se encontram internados.
A medida gera um impacto regional importante, considerando que este centro assistencial recebe diariamente pacientes provenientes de San Pedro, Canindeyú, Concepción, Amambay e parte do Chaco.
Demandas do setor médico
Os profissionais reivindicam melhorias salariais e maior investimento em recursos humanos. No caso de Santa Rosa del Aguaray, também exigem a incorporação de mais médicos especialistas, atendendo à elevada demanda e à quantidade limitada de profissionais disponíveis.
Os serviços essenciais continuarão garantidos enquanto durar a greve, embora as consultas e os procedimentos programados permaneçam suspensos.
Perspectiva dos profissionais
O doutor Diego Santander, um dos profissionais aderidos à medida nacional desde o Hospital General de Santa Rosa del Aguaray, afirmou que há aproximadamente 12 anos os médicos não recebem uma melhoria salarial adequada às suas necessidades.
O profissional explicou que se desloca desde o Departamento de Concepción para cumprir suas funções e que gasta cerca de G. 500.000 somente em combustível, razão pela qual o salário atual resulta insuficiente para cobrir suas despesas.
Santander reiterou que a totalidade dos médicos do hospital encontra-se aderida à medida de força, razão pela qual as consultas e cirurgias programadas foram suspensas até novo aviso.
Perspectivas de resolução
O profissional expressou sua esperança de que a ministra de Saúde, María Teresa Barán, consiga alcançar um acordo com o setor médico e evitar que a greve se prolongue até 28 de agosto, conforme está previsto inicialmente.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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