Ex-ministros avaliam impacto de política industrial de longo prazo
Ontem, no marco da Semana da Indústria, o ministro de Indústria e Comércio (MIC), Marco Riquelme, junto aos ex-ministros Javier Giménez, Luis Castiglioni e Liz Crámer, ofereceram uma coletiva de imprensa na qual analisaram o passado, presente e futuro da indústria nacional.
Os quatro coincidiram em que a consolidação da industrialização como política de Estado é indispensável para garantir continuidade e uma visão de longo prazo que transcenda os períodos de governo. Segundo concordaram, essa permanência permite sustentar incentivos, atrair investimentos, gerar empregos de maior qualidade, agregar valor à produção e melhorar a competitividade do país nos mercados internacionais.
Riquelme destacou logros de gestões anteriores. Recordou que, sob Gustavo Leite, foi impulsionado o regime de maquila e as exportações sob esse esquema passaram de USD 100 milhões para USD 500 milhões. Da administração de Liz Crámer salientou a consolidação das exportações de autopeças através de negociações com Brasil e o acordo automotivo com Argentina.
Sobre a gestão de Luis Castiglioni, mencionou a incorporação da carne suína ao acordo com Taiwan com tarifa zero e a criação das Empresas por Ações Simplificadas (EAS). Assinalou que atualmente 95% das novas empresas no Paraguai se constituem sob essa figura e podem se formalizar em 72 horas. Também valorizou a modernização dos regimes de maquila e da Lei 60/90, bem como a nova lei de montagens impulsionada durante a gestão de Javier Giménez.
"Nos toca consolidar, seguir inovando em matéria industrial e construir sobre o que fizeram meus antecessores", afirmou Riquelme. Indicou que o MIC trabalha com 25 gremios no Conselho Empresarial para identificar inibidores do crescimento industrial e anunciou novas ferramentas, entre elas uma plataforma digital que mostrará as capacidades produtivas dos distintos distritos do país para facilitar decisões de investimento.
O ministro ressaltou que a construção de uma política industrial de Estado se realiza em co-criação com esses gremios. "Os guardiões de que se cumpra são os 25 presidentes dos gremios mais importantes do país", disse. Agregou que o setor privado deve ser o garantidor dessa continuidade e que o Governo deve aportar ferramentas e confiança, porque "a previsibilidade é a melhor amiga de qualquer investidor".
Javier Giménez destacou a força transversal do MIC e sua proximidade com o setor privado.
Luis Castiglioni colocou ênfase na previsibilidade como base do desenvolvimento. Afirmou que o Paraguai deve trasladar à política industrial a continuidade já alcançada em matéria macroeconômica e financeira.
Liz Crámer valorizou a construção sobre os avanços de administrações anteriores e a importância de institucionalizar, estruturar e planejar as políticas públicas.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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