Dia 2 de greve: Médicos levaram reclamo a Peña até zona da Conmebol e ele não os atendeu
Desde as primeiras horas desta terça-feira, uma massiva convocatória impulsionada pelo Sindicato Nacional de Médicos (Sinamed) deu continuidade ao segundo dia da Greve Nacional de Médicos com uma forte concentração nas imediações do prédio da Conmebol, na cidade de Luque.
A medida de força busca visibilizar as exigências do setor sobre melhores condições laborais e operativas nos hospitais públicos do país, o nomeamento urgente de aproximadamente 9.000 profissionais que se encontram sob a modalidade de contratados, um reajuste salarial que alcance os 2,8 salários mínimos e o pagamento correspondente pelos feriados trabalhados.
A escolha do ponto de protesto não foi casual, já que coincidiu com a agenda oficial do presidente da República, Santiago Peña, que tinha previsto participar a partir das 09:30 do ato de abertura do Encontro de Protagonistas Paraguai 2026.
Os grevistas tentaram fazer chegar suas demandas de maneira direta ao próprio chefe de Estado, que evitou encontrar-se com eles ao chegar ao local do evento, conforme informou o jornalista de Última Hora José Zalazar.
Após essa primeira mobilização, os profissionais da medicina têm previsto marchar depois até o Panteão Nacional dos Heróis para entregar simbolicamente uma oferenda floral, para posteriormente dirigir-se ao Congresso Nacional, com o propósito de manter reuniões de pressão com os legisladores.
"Para ganhar mais de G. 5 milhões, temos que ter quatro trabalhos ou a máxima quantidade possível e estar saltando de um lugar para outro para poder juntar esse dinheiro", manifestou Rosanna González, secretária-geral do Sinamed.
Em outro ponto, a médica desmentiu o dito pela ministra de Saúde Pública, María Teresa Barán, que sustenta que os médicos rejeitaram uma proposta, sendo que eles nunca receberam uma.
"A questão aqui é a nossa ministra que saia a desmentir e a nos fazer ficar mal dizendo que nós não aceitamos a proposta que eles levaram. Ela está querendo nos dividir porque hoje está falando de carreira, está falando do escalafão, está falando da carreira sanitária que há 30 anos está aí e nunca se concretizou", desmentiu.
Além disso, acrescentou que a carreira sanitária os inclui a todos os funcionários que são 64.000 e que para que se possa dar a carreira sanitária são necessários aproximadamente USD 1.000 milhões para que se aplique.
"Porque há que reajustar o salário a todos os 70.000 funcionários do Ministério da Saúde. Então aí temos que entender isso que ela está falando, algo que não vai suceder, e além disso está falando de nos colocar contra um contra outro", indicou.
Acrescentou que hoje os médicos estão exigindo o salário mínimo médico e também solicitam o reajuste do salário aos que ganham acima do salário piso com a inflação.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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