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Saúde

Deputados trocam acusações sobre crise na saúde e falta de medicamentos

Oposição questiona construção de hospitais sem estrutura; governo defende investimentos no setor

01/09/2026 16:45 3 min lectura 179 visualizações

A deputada Rocío Vallejo questionou a decisão de continuar com a construção de novos hospitais enquanto persistem problemas para garantir medicamentos, insumos e médicos. "Há que parar isso de construir novos hospitais. Sem médicos não há saúde", sustentou, ao considerar que as novas infraestruturas não contam com equipamento.

Vallejo também questionou a falta de respostas diante de uma crise que foi advertida com meses de antecedência. Nesse contexto, apontou contra o gasto público no rally realizado no fim de semana e perguntou quanto custou o rally, mencionando que apenas o Ministério da Defesa teria destinado G. 1.800 milhões para alimentação de suas tropas.

"As autoridades dançando e o povo suplicando", expressou, e questionou os legisladores provenientes do interior do país sobre como podem sustentar a gestão enquanto, segundo afirmou, a população enfrenta dificuldades para acessar serviços de saúde.

O deputado Raúl Benítez afirmou que, quando o reclamo dos médicos "não pôde ser ocultado", começaram os ataques em redes sociais. Criticou a utilização de "contas falsas" e "rastreadores digitais" para desacreditar quem questiona o Governo e sustentou que poderia tratar-se de campanhas financiadas com recursos públicos.

"Por que não há dinheiro para saúde pública?", indagou, para em seguida apontar como exemplos os gastos de uma caixa parlamentar com déficit, os salários das binacionais e os privilégios tributários vinculados ao setor tabacaleiro.

Aguilera defende construção de hospitais

O deputado colorado Alejandro Aguilera respondeu às críticas e questionou os setores opositores que, segundo disse, pretendem apresentar-se como se nunca tivessem tido responsabilidade na administração do Estado.

Ironizou ao apontar que alguns opositores pareciam ter vivido "na Finlândia ou na Suécia" e chegado ao Paraguai recém no 15 de agosto de 2023. Recordou que diferentes setores políticos já tiveram responsabilidades de governo e perguntou se durante essas administrações não existiam problemas de medicamentos, ambulâncias, camas de terapia intensiva ou salários médicos.

"Os médicos têm a absoluta garantia de poder estar em greve e de reclamar pelo que acreditam serem seus direitos", afirmou.

Em defesa da gestão de Peña, sustentou que o atual Governo herdou um sistema de saúde deteriorado e assegurou que é a administração que mais está investindo no setor.

Mencionou um investimento superior a USD 700 milhões em novos hospitais, a conclusão e o equipamento dos hospitais de Coronel Oviedo e Itapúa e a construção simultânea de outros sete grandes hospitais em diferentes departamentos.

Também destacou a aquisição de mais de 200 ambulâncias novas e o incremento do orçamento destinado a medicamentos. Segundo Aguilera, em 2023 contava-se com uns G. 1,3 bilhões para a compra de medicamentos, enquanto que atualmente o orçamento alcança G. 2,8 bilhões.

Acrescentou que o Governo anunciou uma nova compra de medicamentos por mais de USD 250 milhões.

Não obstante, reconheceu que a falta de medicamentos continua sendo uma das principais reclamações da cidadania e sustentou que o objetivo deve ser encontrar mecanismos para melhorar os ingressos dos médicos sem cair, segundo disse, em "populismos" ou promessas impossíveis de cumprir.

Vallejo respondeu que Aguilera descontextualizou suas declarações ao afirmar que a oposição propõe não construir hospitais. Explicou que seu questionamento apunta para a construção de infraestrutura sem garantir os recursos humanos e materiais necessários para seu funcionamento adequado.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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