Pais denunciam presunto assédio de docente a várias alunas em Ñemby
Vários pais denunciaram que um docente de Educação Física teria assediado várias alunas do sexto ano da instituição educativa, o que provocou consequências psicológicas nas estudantes, que evitam comparecer à aula, choram, não conseguem dormir e apresentam outros sintomas.
Tanto mães quanto pais se dirigiram à instituição para se manifestar e apontaram que as alunas são sistematicamente assediadas pelo docente, principalmente de forma verbal. Também afirmaram que a Direção da instituição ignora as denúncias.
"Ele falava com a menina e perguntava tudo, muitas coisas; se tinha TikTok, redes sociais, WhatsApp. Que supostamente em seus 15 anos ele ia entregar G. 15 milhões para ela, porque ele tem muito dinheiro, que não tivesse medo de contar as coisas para ele", relatou uma das mães.
Além disso, manifestou que o professor chegou a seguir uma aluna até sua casa e perguntou a outras residentes da moradia com quem ela vivia.
Muitas das alunas foram até a direção relatar a situação, mas a diretora minimizou o caso e sugeriu que possivelmente se tratava de uma brincadeira do docente.
"Eu tenho três filhos aqui e a todos nos afeta como pais", destacou outra mãe.
"A mim não me tocou, mas me afeta, porque, com que segurança está meu filho? Meteram um professor sem título, sem licença, sem nada da área. Nós tivemos que ficar pagando G. 5.000 mensalmente para esse professor vir brincar com as crianças. E qual é a surpresa? Ele assediava as meninas", reclamou outra mãe.
Acrescentaram que a diretora fica trancada no escritório e não oferece respostas às reclamações.
As mães concordam em pedir a destituição da diretora pela existência de várias irregularidades; entre elas, uma mãe citou que alguns alunos levaram bebidas alcoólicas para a escola.
"A ela não importou isso e com esse assédio e tudo, ela mesmo assim organizou um festival em que todas as meninas afetadas, mesmo sendo obrigadas, tiveram que vir porque valiam 7 pontos para suas notas", reclamou outra mãe.
Outro pai relatou o caso que ocorreu com sua filha e manifestou que o docente perguntou se tinha redes sociais, com quem andava, e perguntou se um dia poderia acompanhá-la até a esquina de sua casa.
Os pais manifestaram que não estavam cientes da situação até que uma professora divulgou o caso, apesar de ter medo de contar porque temia ser processada.
"Por isso viemos para nos manifestar também sobre a questão da professora, porque iam processá-la. Se não fosse pela professora, a coisa ia chegar a algo pior", comentou uma mãe.
Os pais apontaram que se estima que foram seis alunas presuntamente assediadas. Entre elas, uma das meninas relatou que o professor a abraçou e não quis soltar e a estudante teve que fazer sinais para sua colega para que a ajudasse.
O docente trabalha na instituição desde março.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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