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Política

Deputados questionam Silvio Ovelar em sessão: "Como todo goleiro, campanha não tem saída"

Legisladores criticam senador por interferências no tratamento de crédito de USD 75 milhões

12/08/2026 14:00 3 min lectura 43 visualizações

A Câmara de Deputados aprovou o projeto de um empréstimo de USD 75 milhões do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) solicitado pelo Governo. Seu objetivo principal é financiar a modernização da rede viária e a conectividade rural no interior do país.

O deputado opositor Raúl Benítez ironizou sobre a presença de legisladores governistas que permitiu que a Câmara Baixa tivesse quórum durante duas jornadas consecutivas. "O chefe da Câmara de Deputados é o senador Silvio Beto Ovelar", expressou com sarcasmo e sugeriu que inclusive deveriam pedir-lhe que "todas as terças-feiras viesse e fizesse a chamada".

O deputado cartista Hugo Meza defendeu a atuação da Câmara Baixa e sustentou que o projeto está sendo tratado "ao nosso tempo e ao nosso pedido", reivindicando a autonomia desta instância.

Meza também lançou duras críticas contra Ovelar, ao referir-se a declarações prévias do senador sobre supostas "alterações de testosterona". Em tom irônico, sustentou que Ovelar "era goleiro e aos goleiros gosta de defender as bolas", e acrescentou que "a andropausa também lhe causa algumas alterações em seu comportamento".

Meza sustentou que Deputados não atuou como um "carimbo" de nenhum outro poder do Estado e também questionou as declarações prévias de Ovelar sobre supostas "alterações de testosterona" e, em tom irônico, recordou que o senador foi goleiro. "Aos goleiros gosta de defender as bolas", manifestou. Depois acrescentou que "em alguns casos a andropausia também lhe causa algumas alterações em seu comportamento".

Após a intervenção de Meza, Latorre inclusive pediu um aplauso para os deputados que defenderam a autonomia da Câmara.
Por sua parte, Alejandro Aguilera responsabilizou Ovelar por ter gerado dificuldades no tratamento do crédito. "Como bom goleiro, campanha não tem saída", expressou, para depois afirmar que com suas intervenções "o único que fez foi turvar o processo legislativo" e que "quase conseguiu que este projeto fosse rejeitado".

Aguilera rejeitou, além disso, as acusações de que Deputados tenha colocado "obstáculo" ao Executivo e sustentou que os adiamentos do projeto tiveram como objetivo contar com maiores explicações da ministra de Obras Públicas sobre o destino dos recursos e o cronograma das obras.

"Nós não somos secretários da Câmara de Senadores, isto não é uma Secretaria da Câmara de Senadores e nós temos nossos tempos na hora de tratar este projeto. Este mesmo projeto foi tratado em cinco ocasiões na Câmara de Senadores e quatro vezes foi adiado", referiu.

Também questionou a "lógica Ovelar" ao assinalar que, sob esse critério, o Senado teria conspirado contra o vice-presidente da República, Pedro Alliana, quando deixou sem quórum a sessão na qual deveria tratar-se um crédito para obras em Ñeembucú e Missões.

O projeto foi analisado após duas semanas de adiamento e após uma reunião com a ministra Claudia Centurión, que explicou os alcances das obras aos deputados colorados.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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