Coreia do Sul projeta importar 620 mil toneladas de carne em 2027 e abre expectativas para Paraguai
Coreia do Sul, um dos mercados de carne bovina mais relevantes a nível mundial, projeta incrementar novamente suas compras externas durante 2027, em um cenário que pode resultar especialmente atrativo para países que, como Paraguai, buscam ampliar sua presença nos principais destinos internacionais.
De acordo com uma projeção da oficina do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) em Seul, as importações sul-coreanas de carne vacuna cresceriam 3% em 2027, até alcançar as 620 mil toneladas equivalente carcaça, impulsionadas por uma menor produção local e uma recuperação prevista do consumo.
A produção bovina de Coreia do Sul baixaria 3% durante o próximo ano, até cerca de 455 mil toneladas. Ao mesmo tempo, o abate se reduziria 4%, a aproximadamente 975 mil cabeças, como consequência da contração do rebanho e de uma menor disponibilidade de animais terminados.
Em contrapartida, o consumo de carne vacuna aumentaria cerca de 1%, favorecido pelas melhores perspectivas econômicas. Essa combinação de menor oferta doméstica e recuperação da demanda obrigaria o país asiático a incrementar sua dependência da carne importada.
Para 2026, o USDA estima importações de cerca de 600 mil toneladas, 2% acima do ano anterior. Durante o primeiro semestre, as compras aumentaram 10% interanual, principalmente pelos elevados preços internos da carne Hanwoo e pela eliminação da tarifa aplicada à carne estadunidense.
Atualmente, Austrália e Estados Unidos dominam amplamente o abastecimento. Segundo o informe do USDA, Austrália concentrou cerca de 54% do volume importado durante o período analisado, enquanto Estados Unidos representou outros 41%. Contudo, a ativação antecipada da salvaguarda para a carne australiana — que implica uma tarifa de 24% durante o resto de 2026 — também reflete a forte demanda que apresenta o mercado.
O crescimento previsto adquire especial interesse para Paraguai, que tem Coreia do Sul entre os mercados considerados estratégicos dentro de seu processo de diversificação de destinos. O país já avançou em instâncias de auditoria sanitária com autoridades sul-coreanas e mantém expectativas de conseguir uma futura habilitação, embora a estrutura tarifária represente ainda um desafio competitivo frente a fornecedores que contam com melhores condições comerciais.
Uma eventual abertura permitiria ao Paraguai somar um mercado de grande capacidade de compra, alto poder aquisitivo e crescente dependência das importações. Além disso, seria outro passo dentro da estratégia de acessar destinos de maior valor, junto com processos que também envolvem Japão e México, este último com expectativas de avanços nos próximos meses.
A projeção do USDA mostra, em definitiva, um mercado sul-coreano que necessitará mais carne importada nos próximos anos.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do AgroRural Paraguay.
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