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Paraguai

Chaco: há potência agropecuária, mas requer mais infraestrutura

26/07/2026 13:45 4 min lectura 24 visualizações

O Chaco paraguaio continua consolidando-se como uma das regiões com maior potencial para expandir a produção agropecuária e atrair investimentos, segundo os resultados da primeira Encuesta Nacional Agropecuaria do Chaco (ENA Chaco 2026), apresentada pelo diretor de Censos e Estatísticas Agropecuárias do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAG), Anselmo Maciel, no marco da Expo Paraguai 2026.

O levantamento, realizado no marco do Projeto Implementação do Sistema de Censos e Enquetes Agropecuárias (Piscea), abrangeu 1.250 estabelecimentos produtivos de Presidente Hayes, Boquerón e Alto Paraguai. As informações foram recopiladas entre março e abril deste ano por meio de ferramentas digitais que permitiram georreferenciar as parcelas e obter um diagnóstico detalhado do sistema produtivo chaqueño.

Crescimento. Os resultados mostram que a agricultura comercial ganha protagonismo em uma região historicamente identificada com a pecuária. A soja deixou de ser um cultivo experimental para consolidar-se como um commodity destinado ao mercado, especialmente em Alto Paraguai, onde os rendimentos já se aproximam aos registrados na Região Oriental. Em paralelo, produtores do Chaco Central avançam com investimentos em silos e outras infraestruturas para fortalecer a cadeia de armazenamento e comercialização de grãos.

O milho também registra um crescimento sustentado. Embora uma parte importante continue sendo utilizada para alimentação animal, o aumento da produção amplia as possibilidades de integração entre a agricultura e a pecuária, gerando maior valor agregado dentro dos próprios estabelecimentos.

A enquete também confirma o protagonismo do algodão, que mantém o Chaco como principal zona produtora do país, além de identificar o desenvolvimento de cultivos alternativos como cártamo e feijão mungo, cuja expansão dependerá de sua rentabilidade e aceitação no mercado.

Competitividade. No setor pecuário, o estudo reflete uma pecuária altamente competitiva. Maciel destacou que os indicadores de manejo, genética e produtividade posicionam o Chaco entre as regiões mais eficientes da América do Sul, com parâmetros comparáveis e inclusive superiores aos de países tradicionalmente pecuários como Uruguai e Argentina em alguns aspectos.

Não obstante, o informe adverte que o crescimento econômico do Chaco dependerá de investimentos em infraestrutura. A falta de estradas transitáveis, energia elétrica e acesso permanente à água limita a expansão da produção, encarece a logística e dificulta a instalação de indústrias que permitam transformar a matéria-prima na própria região.

Segundo Maciel, o principal condicionante para ampliar a superfície agrícola não é a qualidade dos solos, mas a disponibilidade de água. As zonas que contam com sistemas de irrigação já demonstram que é possível produzir soja, milho e trigo com altos rendimentos, o que evidencia o potencial de crescimento se se desenvolvam obras de infraestrutura hídrica.

O diretor de Censo do MAG sustentou que, à medida que melhorem as condições logísticas e energéticas, o Chaco terá capacidade para atrair novos investimentos, incrementar a produção e avançar para uma maior industrialização. Como exemplo citou o desenvolvimento da cadeia láctea no Chaco Central, onde a existência de cooperativas, plantas processadoras e uma rede viária adequada permitiu consolidar um negócio competitivo.

A ENA Chaco 2026 constitui o primeiro diagnóstico estatístico integral sobre a produção agropecuária da região e oferece informação estratégica para orientar políticas públicas, investimentos privados e projetos destinados a potencializar um dos territórios com maior capacidade de expansão produtiva do país.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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