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Economia

Fisco se sustenta em 70% por comércios e serviços

26/07/2026 13:45 3 min lectura 24 visualizações

Em meio a questionamentos pela baixa pressão tributária — que se situa em torno de 11,2% do PIB —, uma base contributiva ainda débil e a exigência de continuar aumentando a arrecadação do país para cumprir com as necessidades sociais e as obrigações estatais, os dados oficiais mostram que a economia se sustenta principalmente com o aporte de poucos setores e depende em grande medida do consumo.

Segundo a Direção Nacional de Ingresos Tributários (DNIT), ao encerramento do primeiro semestre de 2026, os setores ou atividades que mais aportaram à arrecadação tributária pertencem ao setor terciário, especialmente o comércio, a intermediação financeira e os serviços, enquanto setores historicamente favorecidos têm uma participação bastante menor.

Dos G. 14 bilhões (USD 2.306 milhões, à taxa de câmbio média de G. 6.080) arrecadados por impostos internos, o comércio teve uma participação de 25,7% do total, com um aporte de G. 3,59 bilhões (USD 591,7 milhões), seguido pela intermediação financeira, com 15,4% de participação e G. 2,15 bilhões (USD 354,9 milhões).

Em terceiro lugar se situaram os serviços a empresas, com 8,3% e uma contribuição de G. 1,1 bilhão (USD 190,9 milhões). Em conjunto, as três atividades concentraram quase 50% desses ingresos tributários obtidos pela DNIT entre janeiro e junho.

Se agregados outros rubros do setor de serviços, como telecomunicações, serviços governamentais, serviços aos domicílios, transporte e aluguel de imóveis, o setor terciário explica até 71,1% de todos os ingresos tributários internos do país.

Enquanto isso, o setor secundário, que aglutina as indústrias e manufaturas, aportou 21,3% da arrecadação, equivalente a G. 2,9 bilhões (USD 490,6 milhões), enquanto o setor primário, integrado por agricultura, pecuária, mineração, silvicultura e pesca, representou apenas 7,6%, com ingresos de G. 1 bilhão (USD 175 milhões).

Ao desagregar por tipo de imposto, observa-se que o imposto ao valor agregado (IVA) representou por si só 49,5% de toda a arrecadação interna, com uma arrecadação total de G. 6,9 bilhões (USD 1.142,2 milhões), seguido pelo imposto à renda empresarial (IRE) geral (22,4%) e o imposto aos dividendos e lucros (IDU) (11,1%). O imposto seletivo ao consumo (ISC), que tributa a importação e venda de cigarros, bebidas, entre outros, apenas impactou em 1,9% toda a arrecadação.

A DNIT registra atualmente 1.315.787 contribuintes que aportam oficialmente ao Fisco e representam um crescimento de 81% nos últimos 10 anos.

Porém, desse total, apenas 877.133 pessoas têm seu registro único do contribuinte (RUC) ativo, enquanto 30.983 o bloquearam, e 407.671 estão com suspensão temporária.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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