Aumento salarial a médicos requer análise orçamentária responsável, aponta Basilio Núñez
Análise orçamentária prévia ao aumento salarial
O presidente do Congresso Nacional, Basilio Núñez, manifestou que o pedido de aumento salarial do setor médico é um tema complexo que não se pode definir de uma noite para outra. O congressista enfatizou a necessidade de aplicar uma legislação responsável e avaliar previamente com as autoridades do Poder Executivo a disponibilidade orçamentária do Estado.
Em declarações ao programa Arriba hoy do canal GEN e Universo 970 AM/Nação Media, o parlamentar afirmou: "Respeito qualquer reivindicação dos sindicatos organizados e mais ainda a do meu, que é o setor dos médicos, mas também se encontra a legislação responsável. Devemos ver o que podemos fazer e como estamos financeiramente".
Considerações sobre o financiamento estatal
Núñez enfatizou que todos terminarão pagando qualquer aumento que o Estado conceda, já que não existe dinheiro público, mas apenas recursos do contribuinte. "Então, temos de ser muito responsáveis, mas estamos dispostos a ouvir", acrescentou o legislador.
O presidente do Congresso Nacional acrescentou reflexões sobre a capacidade financeira do Estado: "Se o Estado quer gastar mais, só pode fazê-lo pedindo emprestado, dos poupanças do cidadão ou cobrando-lhe mais impostos".
Reunião prevista para coordenar ações
O encontro entre a mesa diretiva do Senado e os titulares de Saúde Pública e de Economia e Finanças foi previsto para a quinta-feira às 9:00 da manhã, com o objetivo de analisar os requerimentos do setor médico.
Petições do sindicato médico
Entre os requerimentos dos profissionais de saúde, que impulsionam desde segunda-feira passada uma greve nacional, encontram-se melhores condições laborais nos hospitais, garantias na provisão de medicamentos e insumos básicos, pagamento de feriados e nomeações dos contratados.
O ponto central da demanda centra-se em um aumento de G. 3 milhões por vínculo, com solicitação de passar dos G. 5.000.000 atuais para G. 8.000.000 por cada contrato de 12 horas semanais. Os sindicatos argumentam que desde 2012 seu poder aquisitivo experimentou uma redução de 2,8 para 1,7 salários mínimos.
Consideração de impacto fiscal
Núñez advertiu sobre as implicações fiscais de conceder aumentos salariais: "Se fizermos isto para conceder os requerimentos do setor médico, estarão também os outros setores como o docente. É por isso que insisto em que estamos administrando o dinheiro dos contribuintes e meu voto sempre será para cuidar desses fundos".
O legislador reafirmou que o setor de saúde sempre foi considerado uma prioridade para sua gestão, destacando o compromisso histórico com as reivindicações do sindicato médico.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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