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Sociedade

As parteiras salvam vidas: mulheres indígenas reivindicam seus saberes

03/09/2026 02:00 2 min lectura 417 visualizações

"As parteiras salvam vidas nas comunidades e, sobretudo, nos lugares mais afastados onde os serviços públicos são de difícil acesso", afirmou Tina Alvarenga, membro da equipe de pesquisadoras de Gestão de Desenvolvimento Social (Gedes).

A abertura incluiu o encontro "Diálogo de saberes. Jornada com parteiras indígenas", onde representantes de diferentes povos compartilharam experiências sobre gravidez, parto e atendimento comunitário.

As participantes também expuseram as dificuldades que enfrentam as mulheres indígenas ao recorrer ao sistema sanitário.

"Quando somos indígenas não nos levam muito em conta nos hospitais e além disso temos que pagar tudo", apontou Celina Arce, da Federação pela Autodeterminação dos Povos Indígenas (FAPI).

Fátima Escobar, partera da comunidade Tarumandymi de Luque, explicou que as diferenças culturais também influem na decisão de procurar um hospital.

"As mulheres indígenas não querem ir aos hospitais porque nossos manejos culturais são diferentes e a mulher precisa estar tranquila", sustentou.

Segundo relatou, as parteiras utilizam massagens tradicionais, conhecidas como jepichy, como parte do acompanhamento ao parto.

Durante a jornada, as parteiras não apenas compartilharam seus conhecimentos, mas também receberam capacitação das profissionais de saúde Gloria Orrego e Alicia Mazacotte, com um enfoque multicultural e de direitos.

Também aprenderam a reconhecer sinais de perigo durante a gravidez e praticaram entre elas o uso de aparelhos para medir a pressão arterial.

A experiência de Petrona Pereira, do povo Mbya, reflete a dimensão dessa tarefa.

"Em toda minha vida, nasceram comigo 2.701 bebês. E é grande a responsabilidade porque temos que salvar a vida da mulher e a vida do bebê", relatou.

A partera chegou desde Yhú, Caaguazú, e destacou que, apesar do esforço e das dificuldades, encontra satisfação em acompanhar os nascimentos.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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