Almir diz que conseguiu escapar de sequestradores e caminhou vários dias, confirma seu pai
Valmir De Brum — pai do jovem Almir de Brum, que se encontrava sequestrado há 106 dias por supostos membros do Exército do Povo Paraguaio (EPP) — manifestou à Rádio Monumental 1080 AM que a família não pagou nenhuma quantia em dinheiro e que seu filho relatou que conseguiu escapar dos sequestradores.
"Estou muito contente. Nada não me pediram, nem um guaraní. Houve gente que quis tentar (me tirar dinheiro), mas o EPP não conseguiu entrar em contato comigo", expressou.
Além disso, disse que não conseguiram receber a prova de vida que haviam solicitado e que seu filho caminhou por vários dias, até encontrar uma pessoa a quem pediu seu telefone celular.
"Almir me ligou e me disse 'vem logo me buscar, estou em tal lugar'. Eu saí como um louco a procurá-lo", relatou.
Sobre seu estado de saúde, mencionou que está um pouco assustado e perdeu peso, mas indicou que o trataram muito bem e agora, após a liberação, já o via mais tranquilo.
Almir relatou a seus familiares que ao que parece ele não era o objetivo, mas sim um de seus irmãos, segundo explicou o pai.
O testemunho do pai se afasta bastante do relato oficial das autoridades, que alegam uma suposta pressão por parte do Governo.
Durante a coletiva de imprensa, o ministro da Defesa, Óscar González, não conseguiu responder sequer se a família pagou ou não o resgate, enquanto o presidente da República, Santiago Peña, aproveitou para expressar sua felicidade pelo retorno da vítima junto a sua família.
A doutora Angie Agüero disse que em linhas gerais Almir está bem, com sinais vitais estáveis e com lesões que não revestem gravidade. Perdeu peso, está desidratado, detalhou que tinha fome e estava muito cansado.
O produtor brasileiro Almir de Brum foi sequestrado no sábado 21 de fevereiro de 2026, enquanto trabalhava em sua chácara, a bordo de uma colheitadeira.
O fato ocorreu em uma chácara localizada na zona da Reserva Morombí, no Departamento de Canindeyú.
O sequestro é atribuído a membros do autodenominado Exército do Povo Paraguaio (EPP) por um panfleto e manuscrito que deixaram na zona no dia de seu sequestro.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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