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Internacional

A onda: um fenômeno global nascido nos Estados Unidos que o México universalizou

06/06/2026 13:45 3 min lectura 10 visualizações
La ola: un fenómeno global nacido en Estados Unidos que México universalizó

Origem de um movimento coletivo

A onda é uma tradição que se repete em estádios de diferentes esportes em todo o mundo, onde os torcedores se colocam de pé e levantam as mãos de forma coordenada, gerando uma onda visual que percorre as arquibancadas.

Embora existam várias versões sobre sua origem, o crédito de criador desta coreografia costuma ser atribuído ao americano George Henderson, conhecido como Krazy George. A primeira onda reconhecida ocorreu em 15 de outubro de 1981 em uma partida de beisebol entre os Oakland Athletics e os New York Yankees, na Califórnia.

Henderson explicou à imprensa como foi o processo: "Os Oakland A's já tinham perdido dois jogos fora de casa. Na terceira entrada pensei em tentar algo que ninguém havia visto antes. Encontrei três seções e comecei a explicar o que queria". Os dois primeiros tentativas falharam, mas na terceira, a onda deu a volta a todo o estádio.

Expansão global desde o México

Como a partida foi televisada, a forma inovadora de animar o time se popularizou rapidamente entre torcedores de outros esportes. Inclusive fez sua aparição nos Jogos Olímpicos de Los Angeles em 1984.

Porém, foi na Copa do Mundo de 1986 no México, o primeiro torneio de grande magnitude transmitido ao vivo para uma enorme audiência televisiva mundial, que a onda se converteu em um fenômeno global. Foi a primeira vez que torcedores de outras regiões presenciavam este movimento que os mexicanos já tinham adotado e batizado como "a onda".

Desde então, muitos a associam com o México, tanto que em vários países é conhecida como "a onda mexicana" apesar de que cientificamente se sabe que não nasceu lá.

Recordes mundiais

A maior até agora, segundo o Recorde Guinness, foi a da NASCAR em Bristol (Estados Unidos) em 2008 com 157.574 pessoas. Por outro lado, a onda contínua mais longa durou 17 minutos e ocorreu em 2015 em um estádio do Japão durante um concerto.

A análise científica do comportamento coletivo

Quinze anos depois de sua adoção global, estas marés humanas despertaram a curiosidade de uma equipe de cientistas na Academia Húngara de Ciências em Budapeste. Após observar o público em eventos esportivos fazendo as ondas, três físicos se embarcaram em um estudo para explicar por que milhares de pessoas podem se coordenar espontaneamente para criá-las.

De fato, terminou sendo o estudo mais profundo sobre o tema. Um dos pesquisadores foi Tamás Vicsek, um dos pioneiros da física de sistemas complexos e do comportamento coletivo. "Houve um período em minha pesquisa no qual me interessou modelar o comportamento coletivo das pessoas em situações relativamente simples", explicou à BBC Mundo.

Novo desafio na Cidade do México

Neste sábado, como parte da contagem regressiva rumo à Copa Mundial da FIFA 2026, a Cidade do México se propôs a quebrar o recorde oficial da onda humana mais grande. A emblemática avenida Paseo de la Reforma foi escolhida como o lugar ideal para propagar uma onda visível e contínua, nesse grande corredor histórico, financeiro e cultural inspirado nos bulevares europeus.

A escolha resulta simbólica, já que foi precisamente no Estádio Azteca da Cidade do México onde esta expressão de entusiasmo coletivo saiu para conquistar as arquibancadas do mundo há 40 anos.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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