A faena de bovinos no Mercosul caiu 6% durante o primeiro semestre de 2026
A atividade das plantas frigoríficas do Mercosul registrou uma contração durante o primeiro semestre de 2026. De acordo com uma análise de Faxcarne, a faena de bovinos em Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai diminuiu cerca de 6% frente ao mesmo período do ano anterior.
Entre janeiro e junho, os estabelecimentos considerados processaram aproximadamente 22,24 milhões de bovinos, frente aos 23,59 milhões registrados durante os primeiros seis meses de 2025. Isto representa uma redução próxima a 1,35 milhão de cabeças e uma variação interanual de 5,7%.
Entretanto, o descenso na quantidade de animais abatidos foi parcialmente compensado por um incremento no peso médio das carcaças. Faxcarne apontou que este comportamento permitiu moderar a queda da produção regional de carne.
Um aumento no peso médio das carcaças contraria parcialmente o descenso na quantidade de animais abatidos
Em termos de volume, a produção de carne bovina das plantas analisadas alcançou aproximadamente 5,7 milhões de toneladas carcaça durante o semestre. O resultado supõe uma queda próxima a 5% interanual, equivalente a cerca de 270.000 toneladas.
O informe mostrou comportamentos negativos nos quatro países do bloco, ainda que com diferenças importantes na magnitude das quedas.
Paraguai registrou a contração mais pronunciada, com uma faena acumulada de cerca de 890.000 cabeças durante o primeiro semestre, frente a 1,17 milhão em igual período de 2025. A diminuição foi de 24,4%.
No Uruguai, a atividade caiu 15,9%, ao passar de 1,22 milhão a 1,03 milhão de bovinos processados. Argentina, por sua vez, acumulou uma faena de 6,02 milhões de cabeças, com uma redução de 8,9%.
Brasil, que concentrou ao redor de 64% da faena regional, mostrou a menor variação negativa. As plantas exportadoras consideradas por Faxcarne processaram 14,29 milhões de animais, 1,9% menos que no primeiro semestre de 2025.
As quedas mais expressivas na faena se deram no Paraguai, com 24% anual, e Uruguai, com 16%, enquanto caiu 9% na Argentina e 2% no Brasil
Apesar da redução interanual de sua atividade, Brasil aumentou sua participação dentro da faena total do Mercosul. O país passou de representar 62% durante o primeiro semestre de 2025 a concentrar 64% em igual período de 2026.
Argentina reduziu ligeiramente sua participação, de 28% a 27%, enquanto Uruguai se manteve em torno a 5%. Paraguai passou de representar cerca de 5% da atividade regional a se situar no entorno de 4%.
Os dados mensais mostram além disso uma recuperação da faena entre abril e junho. O total regional passou de 3,52 milhões de cabeças em abril a 3,94 milhões em junho, impulsionado principalmente pelo incremento da atividade em Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai.
Para o segundo semestre, Faxcarne antecipou que a brecha frente ao ano anterior poderá...
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do AgroRural Paraguay.
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